FAEP alerta contra sindicato ''fantasma''
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2001
Da Redação 
O presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, alertou ontem os agricultores paranaenses a não pagarem a guia de recolhimento bancário emitida por um sindicato ilegal, chamado Anapro (Associação Nacional Agropecuária), que está com as contas bloqueadas pela Justiça e cujo responsável responde por crime de estelionato.
A Associação Nacional Agropecuária (Anapro) já tentou em anos anteriores dar o golpe nos agricultores com o nome de Sinapro, um sindicato rural fantasma que usava o telefone de atendimento ao consumidor do Frigorífico Perdigão em Florianópolis. A fraude consiste em enviar aos produtores guias forjadas de recolhimento de Contribuição Sindical, o que é crime e fere o princípio da unicidade sindical. A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) é quem exerce a representação nacional dos agricultores, legitimada na Constituição Federal.
O auto-proclamado presidente da entidade fantasma, Narciso da Rocha Clara, teve o sigilo bancário quebrado e a entidade está com os bens indisponíveis por ordem da Justiça Federal em Uruguaiana (RGS), a pedido do procurador da República, Walmor Alves Moreira. Para o procurador, tudo indica que se trata de uma quadrilha, que constituiu uma entidade para fraudar o produtor.
O presidente da Faep desmente o que está sendo divulgado pela Anapro, de que um suposto projeto Ruralprev contaria com o apoio de todas as entidades patronais da classe. As entidades de classe, representadas pela CNA e federações, não apóiam a mencionada Anagro, sendo portanto falsa a informação contida na referida guia, afirma Meneguette.
A Faep está orientando os 187 sindicatos rurais no Paraná para que alertem seus associados e filiados sobre o golpe, evitando que os produtores sejam vítimas de estelionato ao fazer o pagamento da guia fraudulenta.
As guias que puderem ser obtidas pelos sindicatos, pelos produtores ou qualquer cidadão, podem ser enviadas para a Faep, que irá remetê-las ao procurador da República, encarregado das investigações. Quem preferir, pode enviar as guias falsas diretamente ao procurador Walmor Alves Moreira, no seguinte endereço: Procuradoria da República, Rua 15 de Novembro, 1998
Centro, Uruguaiana - Rio Grande do Sul, CEP 97-500-510


