Factoring fechou 97 com crescimento de quase 30%
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terça-feira, 03 de março de 1998
Agência Estado 
O factoring registrou faturamento recorde no Brasil, fechando o exercício de 1997 com R$ 14,75 bilhões, o equivalente a 1,83% do PIB. O resultado representa um crescimento de 29,39% comparado ao ano anterior. Em relação a 1995 o aumento atingiu 71,52%. Os dados foram divulgados ontem pela Federação Brasileira de Factoring e Associação Nacional de Factoring.
A carteira de negócios dos sistemas em 97 teve o seguinte direcionamento: empresas comerciais (21%); prestadoras de serviços (20%); indústrias metalúrgicas (18%), química (10%); gráfica (3%), têxtil/confecção (2%) e sucro-alcooleira (0,5%); empresas de transportes (0,5%) e outras indústrias (25%). Segundo o presidente das duas entidades, Luiz Lemos Leite, o índice de inadimplência foi o menor dos últimos 16 anos: média de 3,75%. Em 1996, o calote nos pagamentos enfrentados pelas 765 empresas do setor foi de 4,16%. O Estado de São Paulo, mostra pesquisa das entidades, foi o primeiro no ranking, movimentando R$ 10 bilhões, ou seja, 67,79% do faturamento global, representando 297 empresas. Em seguida, a região Sul, responsável por R$ 2,65 bilhões.
Análise do setor revela que o factoring vem crescendo gradativamente. Em 93, por exemplo, o sistema possuia 430 associados e a movimentação da carteira foi de R$ 3,5 bilhões, passando para R$ 14,75 bilhões no ano passado. Na previsão para 98, explica Leite, se as empresas crescerem no mesmo ritmo do ano passado, poderão fechar o ano com um movimento global de R$ 19 bilhões.


