Facilidade para pagar aumenta endividamento
O presidente da Acil ressalta que o comércio local tem se preparado para enfrentar a concorrência. ''Temos lojas locais muito fortes, que já prepararam e estão muito satisfeitas com os resultados das vendas. O comércio tem se profissionalizado'', avalia Rubens Benedito Augusto. No entanto, o resultado das redes, alcançado graças às facilidades de pagamento, tem levado os trabalhadores a um outro fator negativo: o endividamento. ''Isso tem tudo a ver com o aumento de vendas deste segmento (eletroeletrônicos) e com a facilidade de crédito que, na verdade, tira dinheiro do mercado'', afirma.
Os números confirmam essa afirmação. Segundo o SCPC, em 2006 houve um aumento de 3,54% na inadimplência. O ano passado foi encerrado com 31.212 pessoas inscritas no órgão, contra um saldo de 30.145 em 2005. A inscrição em um órgão como o SCPC impede que os consumidores continuem fazendo suas compras a prazo por, pelo menos, cinco anos. Depois deste período, se a pessoa não quitou sua dívida, ela é excluída automaticamente do banco de dados porque o débito é considerado prescrito.
Na avaliação do presidente da Acil, a popularização das financeiras, dos empréstimos pessoais e do crédito consignado, na verdade, acabam tirando dinheiro de circulação porque restrigem o consumo dos endividados. ''Tem muita gente tirando proveito dos aposentados por causa deste crédito com desconto em folha de pagamento. O endividamento, de fato, é um fator de preocupação'', comenta.(F.M.)





