Foz do Iguaçu O candidato ao Governo do Estado Alvaro Dias (PDT) quer repassar a recuperação e convervação das estradas estaduais para iniciativa privada. A intenção foi apresentada ontem na 12 Convenção Anual da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuária do Paraná (Faciap), em Foz do Iguaçu.
''É um modelo de recuperação de rodovias sem cobrar pedágio. Concorrência pública, com transparência absoluta para implantação de empresas que, durante quatro anos, se responsabilizaram pela conservação das estradas, com o dever de investir recursos próprios ou financiamentos para restauração imediata das estradas'', afirmou.
No geral, o debate não apresentou grandes surpresas dentro do tema ''como manter o Paraná na rota do crescimento econômico''. Em falas de 20 minutos, os candidatos prometeram enxugar o funcionalismo, incentivar a agricultura e microempresas, além de transparência nos mandatos. Cerca de 500 empresários assistiram aos discursos. Beto Richa (PSDB) não compareceu.
Para Padre Roque (PT), o desenvolvimento econômico será possível com restauração da moralidade pública, menos corrupção e mais transparência. Ele destacou a importância da criação de um banco de fomento, de cooperativas de crédito e ''do incentivo a agricultura, geração de empregos, distribuição de renda e industrialização''.
O petista se mostrou preocupado com os nichos de pobreza nas regiões Oeste, Sudoeste e Norte. E prometeu explorar o potencial das universidades estaduais para desenvolver as economias regionais. ''Precisamos corrigir o crescimento desordenado de grandes centros'', frisou.
Em seguida, Rubens Bueno (PPS) disse ser preciso colocar ''ordem'' na administração pública, com a redução da folha de pagamento, que seria obtida com corte de cargos comissionados. Ele acredita ser possível uma economia anual de R$ 1,5 bilhão após ajuste da máquina pública.
Bueno fez críticas aos deputados acostumados a legislar somente em favor de suas bases eleitorais e prometeu empregos. ''Ninguém pode imaginar uma política pública que não seja geração de empregos. O desemprego duplicou nos últimos anos. Hoje, temos 500 mil desempregados'', afirmou.
Já Giovani Gionédis (PSC) cogitou que Bueno teria se insipirado nas propostas dele sobre racionalização da administração pública como forma de levantar recursos para investimentos. Ele prometeu reduzir para dez o número de secretarias do Palácio Iguaçu, obtendo assim uma ''economia de R$ 1,1 bilhão''.
Roberto Requião (PMDB), o último a discursar, destacou como ''grande proposta'' a redução de 40% da tarifa de energia elétrica como maneira de impulsionar a economia do Paraná. Além disso, prometeu ''retomar a industrialização'' e priorizar um modelo no qual exista preço minímo em políticas de diversificação agrícola.

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