Fábricas de extintores do PR ampliam produção e contratam funcionários
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
As fábricas de extintores do Paraná tiveram que aumentar a produção e contratar novos funcionários para atender o aumento da demanda provocado pela obrigatoriedade de substituir os modelos automotivos com carga de pó BC pelo modelo ABC. No dia 7 de janeiro, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou uma deliberação no Diário Oficial da União que prorroga até 1º de abril o prazo para a substituição de extintores de incêndio automotivo.
Na Mocelin Indústria de Extintores, que fica em São Jorge DOeste (Sudoeste), a 180 km de Cascavel, a procura aumentou muito a partir do dia 15 de dezembro do ano passado. No momento, a fábrica está sem extintores automotivos, mas a entrega deve ser normalizada em um prazo de 30 dias, segundo o sócio-proprietário da empresa, Marcos Mocelin.
A fábrica produz 16 linhas de extintores e a automotiva é uma delas, com produtos que pesam 900 g, respondendo por 30% da produção. O carro-chefe é o extintor ABC de 4 kg para uso industrial e residencial. Segundo Mocelin, a fábrica já trabalhava com 70% a 80% da capacidade que agora foi ampliada para 100%. Ele acredita que, a longo prazo, a demanda maior por extintores pode trazer aumento de faturamento, mas não quis citar números.
Para atender a procura maior pelo produto, a Mocelin também teve que ampliar o quadro de funcionários de 130 para 160. Segundo ele, a empresa não deve aumentar o preço do produto. Ele também disse que não poderia revelar o volume de produção da fábrica.
Na Extinpel, localizada em Santo Antonio da Platina (Norte Pioneiro), o extintor automotivo representava 10% da produção e agora passou a 60%. Segundo o sócio-proprietário da fábrica, José Vicente Negreiros Cesar, teria espaço para aumentar ainda mais a produção. Para que isso seja possível, a indústria comprou três prensas novas por R$ 200 mil.
Ele contou que a procura começou a aumentar no final de 2014. A fábrica teve que contratar 20 funcionários novos e hoje tem 126 no total. E ainda pretende contratar outras 15 pessoas. "Não estamos conseguindo atender a toda demanda do mercado", disse. Segundo ele, a empresa produzia de 10 mil a 12 mil extintores automotivos por mês e agora aumentou para 60 mil a 70 mil/mês. "A procura deve continuar aquecida, ao menos, até o meio deste ano", prevê. Ele disse que, com os novos equipamentos será possível aumentar em 40% a produção.
Cesar disse que o produto está saindo da fábrica por R$ 37 e que não há a intenção de aumentar o valor, só caso subam os preços das matérias-primas. Ele prevê ainda um aumento de 30% a 40% no faturamento mensal, mas lembrou que esta procura é sazonal.
Algumas revendas de extintores de Curitiba já estão prevendo aumento de preço para o consumidor final. A Santo Amaro Vidros e Acessórios Automotivos está com o produto em falta e só deve ter disponível no final de janeiro. Antes, o extintor era vendido por
R$ 100 e, segundo a loja, deve vir com reajuste. Na Unipeças, o produto também está em falta e não há previsão de normalizar o abastecimento. Neste local, o extintor era vendido a
R$ 119 até o final do ano passado.


