Há pouco menos de três meses da Páscoa, as indústrias de ovos de chocolate trabalham a todo o vapor. A Indústria Itamaraty, localizada em Rolândia (25 km a oeste de Londrina), iniciou a produção dos ovos em dezembro e 150 trabalhadores temporários foram contratados. Outros 230 colaboradores estão sendo selecionados para atuar diretamente nos pontos de vendas a partir de fevereiro. A meta é produzir 1.550 milhão de unidades, um aumento de 45% sobre a produção do ano passado. A previsão é que os preços sejam entre 2% e 3% mais altos para o consumidor final do que os praticados em 2005.
As indústrias fabricantes de chocolate esperam para esta Páscoa um crescimento entre 4% a 5%. A meta é comercializar cerca de 20 mil toneladas do produto. No entanto, além desse crescimento natural do mercado, a Itamaraty vai ampliar a sua área de atuação para Estados e capitais da Região Norte do País e para Cuiabá (MT). Além disso, haverá mais divulgação dos produtos em Estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. ''Também iremos incrementar o trabalho desenvolvido nas regiões Sul e Sudeste, que já é o nosso forte'', afirma Antônio Celso Chequin, diretor de vendas da Itamaraty.
A Páscoa é considerada o ponto alto da indústria de chocolates. Por isso, as fábricas iniciam o planejamento da produção em agosto. A fabricação começa em outubro com a confecção das barras (500g, 1 e 2 Kg), direcionada aos artesãos. Já a produção dos ovos têm início em dezembro. Os produtos estão programados para chegar ao mercado entre os dias 21 de fevereiro e 10 de março, quando as parreiras serão montadas. Neste ano, a empresa vai comercializar 18 tipos de produtos de vários tamanhos.
As novidades serão um ovo de 50 gramas, que terá um enfoque de vendas maior durante o período que antecede a data; e a linha Spantoo, que será modificada. Ao invés do ''brinquedo-surpresa'', o ovo virá recheado com borrachas escolares, decoradas com motivos de terror. Ainda há a linha de diet/light. No ano passado, a indústria registrou o menor índice de devolução (-1%), considerado o melhor resultado da sua história. Para 2006, a expectativa é repetir o desempenho.
Além dos ovos, a indústria também trabalha com barras de chocolate ao leite, meio amargo e branco. Ainda há a linha de bombons - brancos e escuros - recheados com castanha de caju.

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