Carmem Murara
As fábricas que produzem cal e calcário na Região Metropolitana de Curitiba ainda não encontraram no gás uma fonte de energia viável e mais rentável para substituir o atual combustível, que são resíduos de madeira. As empresas utilizam a serragem para a combustão e beneficiamento do cal. O produto chega a ser 35% mais barato do que o gás, o que representa um banho de água fria para a Companhia Paranaense de Gás (Compagás) que pretende levar um ramal do gasoduto Brasil-Bolívia até os municípios de Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul e Colombo.
A viabilidade de construção do gasoduto foi debatida ontem durante um encontro que reuniu os empresários do setor de cal, calcário e cimento e os representantes da Compagás. A reunião foi na sede da Mineropar - empresa responsável pelo estudo dos minérios no Estado. ‘‘Queremos conscientizar este setor dos benefícios do gás’’, afirmou o presidente da Mineropar, Omar Akel.
Para construir o ramal do gasoduto até a região onde estão as empresas é necessário que a maioria aceite o gás como combustível. Pelo cronograma da Compagás, a região de Almirante Tamandaré faz parte da terceira etapa de construção do ramal, que seria feita a partir do ano 2001. Os donos das fábricas de cal querem que a região de Ponta Grossa e Tibagi seja atendida primeiro.
O dono da empresa Calfibra S.A, João Batista Corrêa, disse que as mineradoras temem que a serragem se esgote ou encareça muito. A Compagás quer viabilizar maior número possível de empresas para a compra do gás natural que virá da Bolívia.

mockup