O final de ano não é só aguardado com ansiedade pelos segmentos tradicionais da indústria e comércio envolvidos com o Natal. Puxados pelo aquecimento da economia proporcionado pelos gastos com as festas, o segmento de produção e comercialização de brindes, fortemente representado na região e principalmente em Apucarana, também espera por aumento de pelo menos 30% no faturamento, graças à necessidade de empresas de serem lembradas por seus clientes em épocas associadas à felicidade e confraternização.
Bem recebidas também são as consequências desse reaquecimento. Contratações e geração de renda são as primeiras a acontecerem, gerando oportunidades de emprego com renda média de R$ 300,00 mensais. Caso da Luciano Brindes, médio fabricante de Arapongas, atualmente trabalhando com 28 funcionários. Seu proprietário, Luciano César Inácio da Silva, é um dos que esperam por acrésimo de pelo menos 30% no faturamento de final de ano. ''Mesmo com a estagnação registrada pela indústria neste ano, acredito que vamos conseguir crescer, pois conquistamos muitos novos clientes''. A carteira atual da Luciano Brindes conta com 1.200 fregueses fixos.
E para atender a demanda de final de ano, Silva apela para contratações. ''Não utilizamos o esquema de empregatividade temporária, e por isso, sempre são grandes as chances de efetivação dos funcionários que começam a trabalhar no último bimestre do ano''.
Pequenas indústrias da região também comemoram a chegada do Natal com acréscimo semelhante no faturamento. Atendendo a empresas de todo porte, a M & M Brasil, de Londrina, conta com representantes de venda até em Recife (PE) e Vitória (ES). ''Vendas on-line são também ótimos meios para buscar novos clientes'', conta Luiz Menolli, sócio da empresa.
E além de representar o faturamento cheio de várias indústrias, a fabricação de brindes virou fonte de renda alternativa para editoras, como a filial da FTD em Londrina, que tem os livros didáticos como carro-chefe de vendas. ''Como a comercialização desse tipo de produto é sempre bem menor no final de ano, a produção de brindes como agendas surgiu como opção para compensar as perdas no faturamento'', explica Regina Célia Barbosa, secretária do departamento comercial da empresa. Apesar de não saber precisar por quanto a produção de agendas responde no faturamento de final de ano da editora, Regina conta que o desempenho é no mínimo ''satisfatório''.
Em Apucarana o segmento responde por grande parte da movimentação financeira da cidade. Aproximadamente 300 fábricas trabalham com a produção de brindes, segundo a Associação das Indústrias de Bonés e Brindes de Arapongas. A entidade representa 17 dessas empresas, que geram pelo menos 400 empregos diretos. E apesar de confirmar que o setor acompanhou o fraco desempenho da indústria em 2003, Chelinton Pantaleão da Silva, gerente da associação, aguarda crescimento de até 40% no ano que vem. ''Ano de eleição sempre traz resultados positivos para nossa área'', garante.

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