Fabricantes e governo adiam padronização
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segunda-feira, 27 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De Brasília 
Depois de um dia inteiro de reuniões, os fabricantes de biscoitos e de papel higiênico e o governo não chegaram ontem a um acordo sobre a assinatura do termo de compromisso que definirá as regras para a comercialização dos produtos. As reuniões prosseguem hoje. O adiamento, segundo o Ministério da Justiça, teria ocorrido pelo fato de algumas empresas não enviarem os documentos necessários para o fechamento do termo.
Alguns fabricantes de papel higiênico que reduziram o rolo de 40 metros para 30 metros sem alterar o preço ao consumidor já decidiram voltar atrás e retomar o tamanho original dos produtos. As empresas Santher e Klabin Kimberly já se comprometeram a produzir os rolos de 40 metros com embalagem diferenciada para identificar melhor a mercadoria. Representantes da Klabin e Melhoramentos estiveram ontem com o governo. As versões de 30 metros também vão continuar sendo fabricadas. Participam das reuniões os representantes dos Procons estaduais e o secretário de Direito Econômico, Paulo Ribeiro.
Na quinta-feira passada, as empresas de biscoito chegaram a um acordo e decidiram padronizar em 200 gramas os pacotes dos biscoitos que compõem a cesta básica dos tipos maria, cream cracker, maisena e água e sal. O compromisso foi firmado no Ministério da Justiça entre as indústrias, o governo e os órgãos de defesa do consumidor.
As empresas que aderirem ao termo terão vantagens, ou seja, poderão ter a multa reduzida pela metade. ''Se eles assinarem o documento que está em negociação, isso vai levar o governo a aplicar uma multa mais branda'', admitiu Gregori na semana passada. Quem persistir em alterar os produtos, sem antes comunicar os consumidores, poderá receber multa que varia de R$ 112 a R$ 3,190 milhões.
Por enquanto, os processos administrativos abertos pelos Procons contra as empresas devem ser suspensos de 15 a 30 dias até que os setores se adequem às novas regras do acordo firmado com o governo. Mas apesar das justificativas apresentadas pelos fabricantes, o governo decidiu que irá multar as empresas que maquiaram as embalagens de seus produtos.


