Fabricantes debatem a onda de fusão no setor
Fabricantes debatem a
onda de fusão no setor
O processo de fusão e aquisição pelo qual passam diversos setores da indústria já é tema de discussão, e preocupação, também entre os fabricantes de brinquedos. O nosso setor não pode ser uma ilha. Algo deve ocorrer a partir do ano que vem, como o início de um processo de consolidação de empresas nacionais e internacionais, analisa Carlos Tilkian, diretor-presidente da Estrela.
A norte-americana Mattel, que fatura US$ 6 bilhões por ano no mundo, abriu uma subsidiária no país em junho de 98 e não descarta a possibilidade de adquirir ou se associar a uma empresa brasileira para ter fábrica no País.
A aquisição é uma possibilidade, afirma Marcello Pesce, diretor de marketing. A Mattel traz, por enquanto, todos os produtos de fora. Com a desvalorização do real, diz Pesce, eles encareceram 40% para o consumidor brasileiro. O que motiva o grupo a se implantar em território brasileiro, um mercado respeitável.
Apesar do aumento dos preços, a empresa acredita que vai vender mais do que no ano passado. O faturamento está previsto para crescer 10%, e o volume, 70%.
A Mattel aposta para o Dia da Criança na linha Barbie, nos carrinhos Hot Wheels e nas unhas divertidas. Segundo Pesce, cerca de 30% dos brinquedos que a empresa tem nos Estados Unidos já estão disponíveis no País. A Mattel vai lançar ainda 180 produtos neste ano no Brasil e investir R$ 9 milhões em propaganda para brigar com força por um mercado cada vez mais disputado.





