Fabricantes de eletroeletrônicos ficam assustados
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terça-feira, 23 de março de 1999
Agência Estado 
A liquidação do Banco Crefisul do empresário Ricardo Mansur, dono também do Mappin e da Mesbla, deixou os grandes fornecedores de equipamentos eletroeletrônicos ainda mais apreensivos, apesar de a maioria deles já ter suspendido as entregas para o grupo desde o início do ano.
A apreensão do fabricantes diz respeito não só quanto à perspectiva de receber cerca de R$ 60 milhões de débitos em atraso por parte do grupo, mas também à concentração dos canais de distribuição, que aumentou por causa do número crescente de pedidos de concordatas no varejo.
Na análise de especialistas, os fabricantes de eletroeletrônicos estão agora no pior do mundos: ao mesmo tempo em que as indústrias carregam um volume expressivo de créditos a receber, por causa do grande número de concordatas, a perspectiva de um mercado menor confirma-se a cada dia.
Há dois anos, relembra um empresário da indústria, existiam cerca de cem canais de distribuição de eletroeletrônicos no País. Hoje, no entanto, é preciso muito esforço para somar duas dezenas de redes de peso. Só nos últimos 12 meses, cinco grandes cadeias varejistas - G. Aronson, Arapuã, Disapel, Casa do Rádio e Brasimac - pediram concordata. Com a morátoria, o volume de negócios diminui em cerca de 30% e muitos pontos-de-venda são fechados, observam analistas.


