As quatro grandes fabricantes de chuveiros elétricos no Brasil – Cardal, Lorenzetti, Fame e Corona – anunciaram ontem, depois de reunião com a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, que já suspenderam todas as contratações temporárias, tradicionais no setor durante o inverno, e ameaçaram demitir cerca de 3.500 dos 7.500 empregados do setor, caso a Câmara de Gestão da Crise de Energia (CGCE) confirme o aumento de impostos para os chuveiros.
No período de pico da demanda, os meses de maio a setembro, o setor contrata em regime temporário cerca de mil funcionários. ‘‘Mas as vendas de chuveiros despencaram nas últimas semanas e já acumulam uma queda de 20% com relação ao mesmo período do ano passado’’, quantificou o gerente industrial da Cardal, Carlos Alexandre Cella.
Os empresários afirmam que já receberam informações não oficiais de que a CGCE pretende elevar o IPI incidente sobre chuveiros de 10% para 35% e o ICMS de 18% para 25%. Cella argumenta que os chuveiros foram transformados nos ‘‘vilões’’ do racionamento. O governo, de acordo com ele, quer aumentar a carga tributária sobre os chuveiros elétricos para incentivar a venda de chuveiros a gás. ‘‘Mas a instalação do chuveiro a gás tem custos proibitivos para a grande maioria da população’’, argumenta. (AE)

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