Fabricantes de brinquedos e vestuários são vítimas
O drama vivenciado pelos fabricantes de eletroeletrônicos é o mesmo de outros setores produtivos. No mercado de computadores pessoais, a participação dos fabricantes ilegais declinou, pela primeira vez nos últimos 10 anos, de 74%, no fim de 2004, para 65% em agosto.
''Um dos motivos foi justamente a redução dos tributos'', aponta Edson Vismona, presidente executivo do Instituto Brasil Legal, entidade criada por grandes companhias de tecnologia para combater o contrabando e a pirataria de bens eletrônicos. A ''MP do Bem'', cuja segunda edição acaba de ser aprovada pelo Congresso Nacional, desonerou o setor do PIS Cofins, levando à redução de 9,5% nos preços.
No setor de brinquedos, a concorrência desleal do contrabando e das operações fraudulentas de subfaturamento na importação levou ao fechamento de 31 fábricas nos últimos três anos, resultando na demissão de 1,2 mil trabalhadores. Desde 2003, o País já perdeu 10,2 mil postos de trabalho só no setor. ''Esses empregos foram para a China, que domina o mercado brasileiro'', diz Synésio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq).''
O ataque chinês atinge também o setor do vestuário. ''A China diz que exporta 27 milhões de toneladas de têxteis para o Brasil, mas registramos importação de apenas 9 milhões de toneladas. Dois terços dos produtos chineses vêm por baixo do pano'', afirma Marcel Zelzni, presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário do Estado de São Paulo. (M.R./AE)





