Os diretores da Associação Nacional de Fabricantes de Bonés, Brindes e Similares (Anibb) reúnem-se hoje em Apucarana para discutir a nova lei que proíbe a distribuição de brindes eleitorais já nestas eleições. Segundo o presidente da entidade, Valdenilson Vado Domindos da Costa, a medida deve gerar no desperdício de pelo cerca de 10 milhões de bonés já produzidos pelo Brasil. ''O maior prejuízo é em relação à geração de empregos. Acredito que pelo menos 10 mil pessoas deverão ser prejudicadas neste sentido no País'', observa. Segundo o empresário, só para Apucarana - pólo nacional de produção do adereço - a proibição representa um prejuízo de até R$ 10 milhões.
A reunião será realizada dentro da Feira Nacional dos Fornecedores de Matérias-Primas Para Fabricantes de Bonés, Brindes e Similares (Expoboné 2006), aberta ontem no Tropical Shop, em Apucarana. O evento apresenta novidades tecnológicas para o setor produtivo e reúne empresários do País e da América Latina. Nesta edição, a feira abre espaço também aos fabricantes do produto, com o Salão de Bonés e a Rodada de Negócios do Setor.
Amanhã, a partir das 15 horas, um superboné de 3,5 toneladas será erguido por um guindaste no local da feira. Fabricado no modelo americano, ele possui 13 metros de comprimento por 8 de largura. Embaixo dele, numa área que totaliza 62 metros quadradros, cabem 282 cabeças. Ao todo, foram utilizados na fabricação 150 metros de tecido e cerca de 2 toneladas de ferro, representando um custo de R$ 20 mil. A organização do evento já encaminhou a documentação para registro do boné no livro dos recordes, Guiness Book, recebendo o título de ''maior boné do mundo''.
Também amanhã, às 16 horas está programado o início dos desfiles de tendências dos bonés para a moda primavera-verão 2007. São 40 peças que mostram diversas opções de uso do acessório no dia a dia, desenvolvidos pelos alunos de Design de Moda do Senai-Cetiqt do Rio de Janeiro, que criaram e customizaram os bonés a convite da organização da feira.

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