Fabricantes apostam em juro menor para recuperar o mercado
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quarta-feira, 28 de outubro de 1998
Samuka Lopes de São Paulo 
O presidente da General Motors do Brasil, Frederick Henderson, disse que confia nas medidas de ajuste fiscal baixadas ontem pelo governo e que espera o crescimento do mercado. Todos estão aguardando que as providências tomadas pelo governo sejam benéficas para o País. Confiamos nelas para o crescimento do Brasil, disse Henderson. O executivo prevê ainda a queda das taxas de juros já no segundo trimestre de 1999 e a volta dos investimentos internacionais ao País.
Quanto à produção pelas fábricas nacionais, Henderson afirma que a GM já se ajustou aos níveis do mercado para até o final do ano. Para 99 a estimativa é de conservar os mesmos patamares de produção. Quanto ao desemprego, a GM descartou as demissões em 98. Já para o próximo ano, a empresa pretende readequar-se ao mercado em caso de maiores crises, afirmou.
Para o diretor da Asia Motors (empresa que agora faz parte do grupo Hyundai), Rubens Decourt, a crise brasileira não chegou a afetar as vendas dos produtos da empresa no Brasil. Nossa meta para este ano era vender 28 mil unidades. Vendemos 20 mil e só não conseguiremos cumprir nosso objetivo porque está faltando o produto. A crise internacional e especialmente a asiática provocou a interrupção da produção da Asia Motors coreana. Para o próximo ano, os planos da empresa são de comercialização de 34 mil unidades.
Rubens Decourt tem motivos de sobra para comemorar. O último lançamento da empresa, o Galloper (um utilitário-esportivo) já tem 200 unidades vendidas, em apenas duas semanas no mercado. O objetivo da empresa para esse ano é vender 1.500 unidades. Para 1999 a meta é comercializar entre 400 e 500 unidades do produto por mês. O veículo custa entre US$ 30.900 e US$ 37.500. Os produtos mais vendidos da marca são os veículos Towner e Topic.
A Asia Motors iniciou a construção de sua fábrica em Camaçari, na Bahia, que deve ficar pronto dentro do cronograma inicial, ou seja, em dezembro do próximo ano. A empresa está investindo US$ 350 milhões e deve gerar 2,5 mil empregos diretos. Hoje a marca conta com 40 revendedores. Quando a fábrica estiver pronta, esse número deve aumentar para 105 revendas.
A unidade produtora da Bahia terá capacidade para produzir 60 mil veículos por ano. No primeiro ano deverão ser produzidas 34 mil unidades. Sendo 60% de veículos Towner e 40% do modelo Topic, que serão produzidos inicialmente. A empresa começou as obras com 60 dias de atraso. No momento, de acordo com Decourt, a terraplenagem está na fase final.


