Fabricante seguiu a tendência do mercado. Vendas explodiram
Dois anos atrás, 20% das vendas de refrigerantes eram em Pet. Hoje o índice passa de 60% no País. Nenhum outro mercado tem se mostrado tão dinâmico quanto o de refrigerantes e cervejas. Até porque, a luta por uma fatia do concorrente se dá muito na área de marketing - que, bem feito, conquista na hora o consumidor.
Depois que o brasileiro descobriu a embalagem descartável, a indústria de refrigerantes começou a vender muito, mas pagando um preço por isso. O preço da atualização tecnológica. Ou transformam antigas fábricas em depósitos ou distribuidoras, ou fazem a reconversão na linha de produção. Por questões financeiras, ficam com a primeira opção.
A embalagem descartável caiu nas graças do consumidor e exige da indústria a abertura de novas linhas de produção e o aumento da capacidade produtiva. Com o mercado em alta, a indústria precisa estar sempre pronta para a demanda. Não pode deixar de dar o que o consumidor deseja.
Nessa onda toda, fala-se, inclusive, que o aumento do consumo de cerveja no País vai passar necessariamente por uma maior disponibilidade de embalagens descartáveis. Apenas 15% do total de cerveja comercializada no Brasil estão saindo em lata ou em garrafinhas long neck.
As cervejarias analisam até mesmo a possibilidade de engarrafar o produto em embalagens Pet. E a associação dos fabricantes de Pet já faz as contas: se elas decidirem mesmo, o mercado brasileiro, hoje estimado em R$ 500 milhões, triplica em três anos.
Uma outra novidade: o Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (Sindicerv) vai propor ao governo de Santa Catarina, terça-feira, a redução da alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre a cerveja.
O acordo, envolvendo indústria e distribuidores, propõe a redução de 25% para 18%. A exemplo de outros Estados, como Minas, Rio de Janeiro, São Paulo e recentemente Rio Grande do Sul.
O mesmo acordo foi colocado em discussão no Paraná, semana passada, com uma proposta complementar de redução da base de cálculo do imposto para a comercialização do produto. A consequência dessa redução para o Paraná e Santa Catarina deve ser a mesma observada no Rio Grande do Sul. Lá, onde o acordo foi fechado no final do ano, a medida já atraiu novos investimentos da indústria de cerveja, analisa o superintendente do Sindicerv, Marcos Mesquita.





