Fabricante que 'maquiou' produto poderá ser multado
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segunda-feira, 20 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De São Paulo 
O governo poderá multar as empresas que não tenham informado claramente mudanças nas quantidades dos produtos ou que tiveram nitidamente formado cartel para manipular preços, através da alteração das embalagens. No primeiro caso, o da falta de transparência de informações, a multa poderá variar de 200 (R$ 212,82) a 3 milhões de Ufir (R$ 3,19 milhões). No segundo caso, a multa varia de 1% a 30% do faturamento anual da empresa.
A ameaça foi feita ontem pelo secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Paulo de Tarso Ribeiro, após um encontro que reuniu o Secretário de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera, fabricantes de biscoitos e de papel higiênico, representantes do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM), Inmetro e Procon-SP.
Na próxima quinta-feira, haverá uma reunião em Brasília com o Ministério da Justiça, Procon-SP, Inmetro e fabricantes de biscoitos para tentar chegar a uma padronização das embalagens.
A investigação sobre a possível formação de cartel por parte dos fabricantes de papel higiênico prossegue. Há indícios de que os três maiores fabricantes do setor tenham mudado as metragens dos rolos, do 40m para 30m, de forma coordenada.


