Ao contrário de algumas previsões de que a tecnologia eliminaria o uso do papel, a Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, aposta todas suas fichas neste mercado. O projeto MA 1100, que está em execução na unidade de Monte Alegre, em Telêmaco Borba (128 km ao norte de Ponta Grossa), consome investimentos da ordem de R$ 2,2 bilhões, além de que vai empregar no ‘‘pico’’ da obra - no primeiro semestre do próximo ano - 4.500 pessoas.
  O projeto elevará a capacidade de produção de papéis e cartões da fábrica de 700 mil toneladas/ano para 1,1 milhão de toneladas/ano. Colocará a unidade Monte Alegre, atualmente a maior fábrica de papéis do Brasil, entre as dez maiores fábricas de papel do mundo, e a Klabin como sexta maior fabricante global de cartões de fibras virgens, informou o presidente Miguel Sampol, durante almoço que reuniu em São Paulo toda diretoria da indústria com a imprensa.
  Atualmente a obra utiliza, através das empreiteiras, 2.500 trabalhadores sendo a maioria de Telêmaco Borba. Segundo o gerente da Agência do Trabalhador daquela cidade, Ricardo Arcanjo, 34% dos trabalhadores são de Telêmaco, isso representa em torno de 1.100 funcionários. Outros 14% são de municípios vizinhos; 22% do Paraná e 29% de outros estados.
  De acordo com Arcanjo, os cursos de capacitação dos trabalhadores estão sendo realizados em parceria com a Klabin e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Uma turma com mais de 900 alunos se forma agora nos cursos que vão de pedreiro a soldador. ‘‘A maioria dessas pessoas será utilizada pela Klabin no ano que vem’’, informa Arcanjo, ascrescentando que a empresa é a maior indústria no município e a responsável pela maioria dos empregos ofertados. ‘‘A expectativa de empresários da cidade é que dentro de 5 anos virão outros investimentos para a cidade, puxados pela Klabin, contribuindo para o crescimento do município’’.
  A expansão da unidade terá como principal investimento a instalação da máquina de fazer papéis, chamada de ‘‘Máquina 9’’, cuja operação será antecipada. O diretor do projeto MA 1100, Francisco Razzolini, informou que a operação da máquina estava prevista para 2008, mas começará a funcionar em outubro de 2007.
  ‘‘As obras civis estão adiantadas, cerca de 30% está pronta e os equipamentos já começam a ser montados. Partes do projeto começam a operar em agosto de 2007 e a máquina em outubro. Na seqüência finalizamos a obra com as caldeiras e sistema de geração de energia até início de 2008’’, informou Razzolini.
  Só o prédio que vai abrigar o maquinário tem cerca de 300 metros de comprimento por 40 metros de largura, e equivale a dois campos de futebol. A obra está sendo executada com 40% dos recursos próprios e o restante vêm do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
  O Projeto de expansão, diz Razzolini, além de aumentar a capacidade produtiva da companhia, coloca a empresa em uma excelente posição no mercado global, com custos de produção e de distribuição altamente competitivos, sem esquecer seu compromisso histórico com o desenvolvimento sustentável.

mockup