Fábrica vai recontratar funcionários
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quinta-feira, 07 de março de 2013
João Fortes<br>Reportagem Local 
Os 250 trabalhadores demitidos de duas fábricas de móveis dos grupos Serra Morena, de Uraí, e Armelino Ortiz, de Leópolis, poderão entrar em acordo com os proprietários em uma audiência de conciliação entre as partes, que está marcada para o dia 18 de março na Justiça do Trabalho de Cornélio Procópio.
Segundo a sócia-proprietária e atual administradora das fábricas, Lucimar Verilo Miranda de Oliveira, um acordo deve ser formalizado na audiência. Ela destacou que tem interesse em resolver a pendência com os trabalhadores, além de retomar a produção na Serra Morena, com a recontratação de aproximadamente 50 funcionários.
Em novembro do ano passado, as empresas teriam fechado as portas em decorrência de dificuldades financeiras e demitido os trabalhadores sem o pagamento das verbas rescisórias que, conforme o advogado do Sindicato dos Oficiais Marceneiros (Somar) do Paraná, Jorge Custódio Ferreira, chegam a cerca de R$ 2 milhões.
Segundo nota enviada à FOLHA pelo advogado das empresas, Sérgio de Oliveira, "a dívida da empresa com os funcionários perfaz-se em menos da metade do valor informado".
No documento, Oliveira comentou ainda sobre duas propostas de acordo citadas pelo advogado dos trabalhadores. A primeira seria o parcelamento de parte da dívida em 12 meses que, segundo ele, não teria sido discutido pelos trabalhadores, e mais um acréscimo gerado pela venda de um imóvel da empresa em Leópolis, que seria avaliado em R$ 650 mil. A outra proposta teria um parcelamento em 18 meses o que, segundo o advogado do Somar, não foi aceito pelos empregados.
De acordo com Ferreira, houve sim uma assembleia entre os trabalhadores demitidos. "Nossa proposta é o parcelamento em 12 vezes de R$ 3.180 para cada funcionário. Eles ofereceram algo que chega próximo a R$ 2 mil", afirmou. Ele destacou que a empresa não está incluindo na conta um salário de setembro que não foi pago, multa pela rescisão e parcelas do FGTS que estariam atrasadas.
Na nota enviada à reportagem, o advogado das empresas contestou essa informação: "Ainda, referido acordo compreende o pagamento das verbas rescisórias, acrescidas de uma multa correspondente ao último salário percebido por cada trabalhador".


