Fábrica operava em Campo Largo desde julho de 98
A diretoria da Chrysler firmou protocolo de intenções com o governo do Estado em fevereiro de 1997. Com investimentos no valor de US$ 315 milhões começou a operar em Campo Largo em 7 de julho de 1998, com a produção de picapes Dakota. O veículo não teve a aceitação esperada no mercado e a linha de montagem foi suspensa em 19 de abril deste ano. Naquela época a fábrica empregava 250 trabalhadores.
Os funcionários receberam garantias de emprego até o fim do mês de setembro e estavam recebendo seus salários em casa, sem trabalhar. Cerca de 60 funcionários já haviam se desligado da empresa.
No período em que esteve funcionando, a montadora produziu 12.289 unidades da picape Dakota, das quais 3.642 unidades no segundo semestre de 1998 e 3.642 unidades em 1999. No ano passado chegou a produzir 5 mil unidades, das quais 15% foram exportadas para a Argentina.
O empreendimento levou fornecedoras de autopeças para o município de Campo Largo, que começam a procurar alternativas para não encerrar suas atividades. A fabricante de Chassi Dana está fornecendo o produto para a montadora Volvo, instalada na Cidade Industrial de Curitiba.
A Chrysler informou que prossegue com a comercialização de veículos importados e garante assistência técnica aos clientes, com serviços de assistência técnica e fornecimento de peças de reposição.
Ontem, a direção do grupo mundial anunciou que suas vendas nos Estados Unidos, principal pólo consumidor, caíram 24% em agosto sobre o mesmo mês no ano passado. A redução ficou acima do que previam analistas no início do ano. A expectativa era de diminuição entre 15% e 20%, segundo informações divulgadas por agências internacionais de notícia.
(V.C.)





