Curitiba - A empresa italiana Glória Med vai investir R$ 10,5 milhões em Londrina para instalar uma fábrica que vai produzir e distribuir meias de compressão terapêuticas de algodão, borracha, natural e microfibra. Será a primeira unidade fora da Itália.
A expectativa da Glória Med é alcançar 40% do mercado paranaense em 12 meses e ser líder da América Latina em 30 meses. A fábrica deve começar a operar em 2015. Segundo o diretor da empresa, Luis Mateus Nakamura, o investimento inicial é de R$ 10,5 milhões, mas existe a possibilidade de chegar a R$ 30 milhões, mas sem data definida.
Segundo ele, a fábrica do Paraná vai distribuir os produtos para o Brasil e toda a América Latina. A história da Glória Med no campo medicinal começou em 1895 em Milão. A atividade produtiva ocorreu em 1926 em Lugano, na Suíça. E, nos anos 1950, a empresa foi transferida para Menaggio, na Itália.
Neste ano, a empresa já inicia a importação das meias elásticas para o Brasil. A previsão é que a fábrica gere 70 empregos, mas com possibilidade de ampliação. Segundo Nakamura, um dos principais motivos para a empresa escolher Londrina foi o "celeiro" de mão de obra do polo têxtil do Norte do Estado.
Londrina recebeu até hoje R$ 18,5 milhões do total de R$ 26 bilhões do Programa Paraná Competitivo. Ontem, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), participou de uma reunião em Curitiba com representantes da Agência de Desenvolvimento do Paraná para tentar agilizar mais investimentos para a cidade. Foi assinado um termo de cooperação entre as duas partes para prospectar a ida de novas indústrias para o município.
Para Kireeff, a dificuldade de levar empresas para Londrina tem como motivos desde o perfil das próprias companhias até a distância do Porto de Paranaguá e o preço dos pedágios. Segundo ele, os recursos obtidos com as novas empresas são revertidos em favor da população. "Londrina tem um perfil de arrecadação distorcido em relação a outras cidades que recebem mais investimentos de empresas, por isso é importante a atração de novas indústrias. Isso é foco da nossa gestão e conta com a sinergia do governo do Estado."
O governador Beto Richa (PSDB) disse que cerca de três quartos dos novos investimentos das empresas são realizados no interior do Estado, em regiões com baixo índice de desenvolvimento humano. "A gente pode sugerir (a cidade), mas a decisão é do empresário." Segundo ele, os diretores de empresas levam em conta infraestrutura e mão de obra qualificada. "O que mais pesa é a proximidade com o porto", justificou.

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