Fábrica de roupas muda para Ibiporã
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
Nos últimos anos, tornou-se comum empresas deixarem Londrina para se instalar nas cidades vizinhas. Macarrão Galo, Pratic Leve e Hayamax são alguns exemplos. A primeira foi para Rolândia e as outras duas para Ibiporã. Agora é a vez da Audithorium, fábrica de roupas masculinas, arrumar as malas para ir embora. "Estamos namorando com a Prefeitura de Ibiporã", confirma o diretor Alexandre Leite Santos.
Segundo ele, o município vizinho ofereceu um terreno em condomínio fechado com boa infraestrutura para receber a fábrica. "Aqui está complicado. A Prefeitura nunca ajudou em nada", critica. Funcionando em um balcão alugado na Zona Norte, ele diz que a Audithorium solicitou há três anos a doação de um terreno à Prefeitura de Londrina para construir sede própria. Mas que não obteve a área.
Criada em 1991, a fábrica emprega hoje 30 pessoas e, segundo Santos, recolhe entre R$ 15 mil e R$ 20 mil em impostos. E também conta com dez lojas: em Londrina, Cornélio Procópio, Arapongas, Apucarana, Maringá, Paranavaí e Umuarama.
Para o ex-secretário da Indústria e Comércio de Ibiporã, Luciano Betiate, que hoje atua como chefe do Núcleo de Comunicação da Prefeitura, não é somente a falta de uma política industrial que justificar o êxodo de indústrias de Londrina. "A cidade definiu que seu perfil não é o da indústria da transformação, mas o de serviços. Além disso, Londrina enfrenta problemas de áreas disponíveis para doação. E Ibiporã soube aproveitar esse momento", ressalta.
De acordo com ele, hoje Ibiporã nem precisa mais ir atrás das indústrias. "São elas que buscam a cidade porque sabem que aqui há condomínios industriais e muito apoio do poder público", alega. Betiate diz que existem várias outras empresas de Londrina que estão negociando sua transferência para Ibiporã. "Mas como ainda não houve uma definição, por questão estratégica, não podemos divulgar", declara.
O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronezi, lamentou a notícia da transferência da Audithorium. Ele, que tomou posse na Codel no último dia 1º, disse que a empresa não procurou a atual administração para pedir ajuda. "Nós estamos fazendo um levantamento de todas os empreendimentos que têm pedidos de incentivo parados. E estamos procurando um a um. A atual administração está empenhada em impedir que empresas deixem Londrina. Afinal de contas, é muito mais barato reter empresas que buscar novas."


