Em carta enviada ao Ministério da Saúde, no final do mês passado, a Enro Industrial Ltda, de Itaquaquecetuba (SP), fabricante do fungicida Thiram, utilizado para tratamento de sementes e comercializado sob as marcas Mayran e Vetran, diz, textualmente ao governo não ter condições financeiras de cumprir todas as novas exigências feitas pela Gerência de Análise Toxicólogica. Isso apenas para aperfeiçoar um produto já existente, já que o Mayran SC também será utilizado para tratamento de sementes. A empresa denuncia que, após anos pagando testes de custo elevado para um produto muito antigo, no mercado mundial desde 1941, não terá condições de cumprir todas novas exigências.
‘‘O cumprimento seria um suicídio empresarial’’, diz a carta. A empresa afirma que os custos, caso fossem feitos todos os testes, iria consumir o faturamento da empresa de muitos anos. A Enro reforça que, o produto já foi estudado por diversas entidades internacionais e mantém farta bibliografia, o que poderia simplificar a avaliação toxicológica. A carta da Enro, segundo o diretor executivo da Aenda, Túlio Teixeira de Oliveira, é um triste retrato de como o governo tem prejudicado e desprezado a indústria nacional de defensivos agrícolas. (E.A.). -

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