Fábrica de genéricos pode abrir unidade em Londrina
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 31 de agosto de 2000
Alexandre Sanches De Londrina 
Diretores da multinacional da área de farmaco-química, a alemã Hexal, estiveram ontem em Londrina por aproximadamente quatro horas conhecendo o potencial da cidade para futuras instalações de uma unidade de fabricação de medicamentos genéricos no município. O diretor presidente da unidade brasileira instalada em São Paulo (SP), Reinhard Nordmann, e o diretor financeiro da empresa na Alemanha, Werner Leppla, sobrevoaram de helicóptero, por aproximadamente uma hora, várias áreas de Londrina, incluindo parques industriais, institutos de pesquisas, universidade e áreas de lazer.
No aeroporto, ontem de manhã, participaram de uma rápida reunião com o prefeito Jorge Scaff, o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Paulo Franzon, e presidente do Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI), Abraham Shapiro. A visita a Londrina foi considerada uma forma de conhecer o potencial da cidade, seguindo orientação de um consultor para os futuros investimentos no Brasil. De acordo com os diretores, eles aproveitaram uma escala técnica, vindos da Argentina a caminho de São Paulo, para estreitar relacionamento em Londrina.
A empresa tem intenções de se instalar no Brasil com uma fábrica de produção de genéricos. Temos uma unidade em São Paulo que produz similares. Mas queremos expandir as nossas unidades na América do Sul, comentou Reinhard Nordmann. Além de Londrina, há outros dois municípios brasileiros sendo visitados, mas que ele prefere não revelar. Quanto aos investimentos a serem feitos, também evita dar declarações, para fugir à especulação por parte de municípios. O nosso planejamento é para que a unidade esteja funcionando até 2003, ressaltou.
Nordmann disse que por enquanto o grupo está fazendo estudos de viabilidade e planejamentos, que devem levar pelo menos um ano. Londrina tem grande potencial, como boa educação e infra-estrutura. A cidade tem muito que crescer e queremos isso para nossas unidades, salientou, citando que a empresa está instalada em outros 20 países, a maioria na Europa, Estados Unidos, Canadá e Ásia. Ele afirmou ainda que o Brasil, com esta nova unidade, evitará a importação de medicamentos da Alemanha e poderá atender o mercado interno. Só a unidade de São Paulo produz, atualmente, 600 mil unidades de medicamentos por mês.
De acordo com a Codel e o PDI, os contatos com a Hexal já vinham acontecendo há mais de seis meses. O PDI aponta o setor farmaco-químico como uma das grandes vocações de Londrina e este é um forte diferencial para atrair a Hexal, afirmou o presidente da PDI, Abraham Shapiro. Entre as propostas apresentadas pela empresa para se instalar, seria o aproveitamento dos formandos de farmácia e bioquímica da UEL na linha de produção.
A previsão de investimentos, segundo a Codel, é de US$ 80 milhões na nova unidade, prevendo geração de até 600 empregos, sendo 200 na fase inicial. Porém, Reinhard Nordmann não comenta a proposta da Hexal quanto a investimentos e criação de empregos. Somente ressaltou a necessidade da empresa se expandir no Brasil, atendendo o mercado sul-americano. Queremos conhecer as pessoas e a cidade. Esta é a segunda vez que venho, em três meses, para Londrina. A gente precisa se relacionar melhor para decidir o futuro da empresa, argumentou Nordmann.


