Um dia após a decisão de encerrar as atividades da unidade em Londrina, a direção da Eliane S/A Revestimentos Cerâmicos comunicou que deverá negociar o prédio onde funcionava a empresa. Conforme informações da assessoria de imprensa, parte dos equipamentos deverá ser remanejada para outros pólos industriais da empresa - na Bahia e em Santa Catarina. Além disso, a empresa não descarta a possibilidade de aproveitar alguns profissionais ''estratégicos'' que atuavam em Londrina. A assessoria não soube informar o tamanho do imóvel, nem seu valor de mercado.
O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Mauro Viecili, contou que a Prefeitura tinha conhecimento das dificuldades da empresa e há mais de um ano vinha tentando reverter a situação. A Prefeitura tentou convencer a direção da fábrica de que o problema com o abastecimento de gás natural - uma das justificativas da Pisos Eliane para o fato de sair da cidade - seria resolvido em parte, através do Complexo Gastech que será inaugurado em breve na cidade. O Complexo deverá atender os segmentos veicular e industrial. O poder público também lembrou a direção da Pisos Eliane que o projeto do gasoduto - que passará pela cidade - está pronto e as obras de implantação não devem demorar.
''Tentamos reverter a situação, mas no último momento foi uma decisão empesarial e o poder público não teve como agir. Eles focalizaram a ampliação da empresa em outros pólos industriais'', pontuou Viecili, lamentando a perda da fábrica. Segundo ele, a Prefeitura já está em contato com empresas do mesmo segmento, instaladas no interior de São Paulo, que poderão comprar e ocupar as estrututuras da Pisos Eliane. ''Se esse plano não der certo, também existe a possibilidade de tentar colocar no imóvel empresas de outros segmentos'', frisou Viecili. Nesse primeiro momento, entretanto, a maior preocupação da Prefeitura é a realocação dos funcionários da Eliane, frisou o presidente da Codel.
Viecili comentou que a Prefeitura ainda vai fazer um levantamento para saber se o terreno utilizado para a construção da fábrica, há quase 25 anos, não é do município. ''Se não tiver sido desapropriado no passado, vamos pedir a devolução'', informou ele.

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