Fábrica de Carambeí em reforma para abastecer o Sul
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quarta-feira, 14 de maio de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba A Parmalat vai transferir a indústria de leite de Jundiaí, em São Paulo, para o município de Carambeí, situado a 20 quilômetros ao norte de Ponta Grossa. O comunicado do fechamento da fábrica paulista foi feito esta semana, enquanto a fábrica da Batávia, que pertence ao grupo Parmalat, na região de Ponta Grossa, vem sendo reformada para atender a função de abastecer o mercado de leite do Sul do País.
Com as reformas, a planta industrial do Paraná está sendo capacitada para atender 70% do mercado brasileiro de laticínios e refrigerados. A transferência da indústria paulista para o Paraná foi fechada há cinco meses, quando o grupo Parmalat decidiu investir R$ 5 milhões na reforma e ampliação da fábrica Batávia. Inicialmente foram investidos cerca de R$ 3 milhões nas reformas que compreenderam obras civis no setor de envase de leite, a ampliação da câmara fria e a construção de mais um barracão.
Na primeira etapa do projeto, foi trazida de Porto Alegre uma indústria da Parmalat onde se fabricava petit suisse, sobremesas, flan, iogurte líquido e iogurte copo. A transferência da planta industrial gaúcha praticamente eliminou a capacidade ociosa existente, detalhou o gerente industrial da Batávia, engenheiro Luís Figueiredo.
Na segunda etapa, foram gastos mais R$ 2 milhões para o projeto da indústria de fermentados, que deve estar totalmente concluída até julho. A expansão gerou 120 novos empregos, o volume de produtos comercializados cresceu e a Batávia aumentou o faturamento porque passou a concentrar a produção das duas marcas (Batavo e Parmalat), informou o diretor geral José Antonio Fay.
A concentração dos investimentos na unidade de Carambeí integra o plano estratégico adotado há cinco anos, quando a Parmalat adquiriu a unidade industrial da antiga cooperativa Batavo. O grupo italiano decediu concentrar as operações em quatro fábricas espalhadas pelo País em apenas duas grandes indústrias: a Batávia, no Sul do País, e uma outra indústria em Garanhuns, no Nordeste.
O plano previa ocupar a posição estratégica de Carambeí, sua bacia leiteira e proximidade com o mercado de consumo. De acordo com Fay, a concentração das atividades no Paraná estabeleceu uma vantagem competitiva em relação à concorrência, fator que derrubou os custos de produção. Segundo o diretor, a Parmalat tem interesse em se fixar nos Campos Gerais.


