Fábrica da Siemens em Curitiba deve abrir 200 postos de trabalho
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quinta-feira, 26 de novembro de 1998
Cláudia Lopes 
O aumento das encomendas das novas operadoras telefônicas brasileiras, previsto para acontecer a partir de janeiro do próximo ano, deverá gerar 200 novos postos de trabalho na fábrica da Siemens, na Cidade Industrial de Curitiba. A informação é do presidente da Siemens no Brasil, Hermann Wever, que concedeu entrevista coletiva ontem no Hotel Inter Continental, em São Paulo, para falar sobre os resultados do grupo neste ano.
Por conta da desaceleração das encomendas do Sistema Telebrás, motivada pela privatização do setor, a unidade curitibana demitiu 350 funcionários desde dezembro passado. A retomada dos pedidos, que agora serão feitos pelas novas operadoras, não irá restituir, porém, todos os postos de trabalho na fábrica. Ao invés de 350, vamos admitir 200 empregados por causa da racionalização de custos, afirmou o diretor geral da divisão de telecomunicações da Siemens, Verner Dittmer. Os prováveis crescimentos de produção da empresa - decorrentes de sua participação no novo cenário de telefonia nacional - serão feitos na fábrica de Curitiba, que deverá ter sua capacidade produtiva aumentada, segundo Hermann Wever. Fundada em 1975, a unidade curitibana tem atualmente 2,2 mil funcionários.
O investimento da Siemens no Brasil neste ano foi de US$ 53 milhões. Destes, US$ 10 milhões foram canalizados para uma outra unidade paranaense: a fábrica de chicotes elétricos para automóveis instalada em Irati, e que possui cerca de 400 empregados. Neste ano, a Siemens investirá outros US$ 50 milhões no País. Um dos planos da empresa é implantar uma nova fábrica de componentes automotivos no Rio de Janeiro - desde que a Peugeot confirme seu investimento no estado carioca. Nesta nova unidade, iremos atender as necessidades da Peugeot, com os novos produtos, disse Wever.
A Siemens no Brasil atua em seis áreas: informática/telecomunicações; indústria; energia/transportes; componentes; medicina e iluminação. No exercício fiscal encerrado em setembro passado, o grupo teve crescimento no seu faturamento líquido, que atingiu US$ 2,01 bihões - o que representa um aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior. Somente o setor de telecomunicações/informática foi responsável por metade deste faturamento, ou seja, US$ 1 bilhão.
Devido a diminuição dos preços no setor de telefonia do País, Hermann Wever afirmou que o grupo terá que reduzir seus custos para conseguir repetir a lucratividade deste ano. Vamos procurar obter esta redução através da evolução tecnológica e do aumento de eficiência, disse ele, que espera conseguir aumentar também a participação no faturamento de outras áreas da Siemens como a de energia. O grupo tem hoje 9.484 funcionários no País.
A jornalista Cláudia Lopes viajou a São Paulo a convite da Siemens


