Fábrica da Chrysler em Campo Largo entra em férias coletivas
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quarta-feira, 16 de dezembro de 1998
Vânia Casado 
A linha de montagem da pickup Dakota, na fábrica da Chrysler em Campo Largo, está paralisada há dois dias. A empresa concedeu férias coletivas aos 300 funcionários, que deverá se estender até o próximo dia 8 de janeiro. Com isso, a fábrica da Chrysler vai deixar de produzir 500 veículos.
O objetivo da medida é adequar os estoques da empresa à demanda do mercado, informou ontem o presidente da empresa, Denis Kelly, por meio de sua assessoria de imprensa.
A assessoria salientou que a medida é mais preventiva porque os estoques da empresa, de 600 unidades, não são tão altos. Esse volume corresponde a um mês de vendas e a intenção da empresa é iniciar 1999 com estoque zero, já que a produção vem sendo ajustada à demanda. A expectativa da empresa é manter as vendas da Dakota no mesmo patamar de 1998, que ficaram em torno de 800 veículos por mês.
Apesar das dificuldades previstas para o setor automotivo em 1999 que deverá registrar crescimento zero, a Chrysler pretende crescer 13% no ano que vem com a venda de 13.000 unidades. Nesta comercialização ela inclui a pick up Dakota e os automóveis importados Chrysler e utilitários da marca Jeep.
A empresa está otimista porque se instalou no País em bases menores e está em fase de crescimento, de expansão de suas atividades, enquanto as demais montadoras estão enfrentando problemas estruturais.


