Dólar (desceu)
Bolsa (subiu)



Exterior e perspectiva de avanço da reforma da Previdência derrubam dólar


Moeda americana tem segunda maior queda do ano

O mercado de câmbio teve um dia de alívio nesta terça-feira (12) após quatro altas seguidas do dólar. O real foi a moeda que mais se valorizou perante a divisa dos Estados Unidos, considerando os países emergentes e desenvolvidos. O exterior positivo e a perspectiva de avanço da reforma da Previdência, com a confirmação de que o texto base das medidas está pronto e o presidente Jair Bolsonaro pode mesmo ter alta nesta quarta-feira (13), além da entrada de fluxo do exterior, fizeram o dólar ter a maior queda diária desde 2 de janeiro, quando recuou 1,83%. No final da sessão, a moeda americana terminou em R$ 3,7148 (-1,33%).


Ibovespa sobe quase 2% e volta ao nível dos 96 mil pontos


Em meio a uma alta generalizada das ações de Petrobras, Vale e de papéis do bloco financeiro, o Ibovespa subiu quase 2% e voltou ao nível dos 96 mil pontos. Foi o que bastou para que operadores voltassem a flertar com a possibilidade de que o índice retome a tendência de alta e rume para a marca dos 100 mil pontos ainda em fevereiro. O índice encerrou os negócios aos 96.168,40 pontos, alta de 1,86%. Apesar da recuperação, o índice ainda cai 1,26% em fevereiro, depois de ter subido quase 11% em janeiro. Entre as principais altas do dia, destaque para os papéis do Banco do Brasil, que avançaram mais de 6,16%, liderando o bloco financeiro.


Juros futuros encerram a terça-feira em queda firme

Os juros futuros fecharam a sessão regular desta terça em queda firme, mais pronunciada nos vencimentos de longo prazo, refletindo principalmente o aumento do apetite pelo risco no exterior. Cerca de meia hora antes do encerramento, as taxas longas bateram mínimas, diante da perspectiva de melhora nas relações comerciais entre a China e os Estados Unidos. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,480%, de 6,505% no ajuste anterior, enquanto o DI para janeiro de 2021 caiu de 7,232% para 7,16%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 8,25%, de 8,342%, e a do DI para janeiro de 2025 em 8,76% (mínima), de 8,862%.


Clima positivo após declaração de Donald Trump

Pela manhã, o clima já era positivo em função do acordo prévio no Congresso dos Estados Unidos para evitar a paralisação da máquina pública a partir de sábado. E o quadro melhorou ainda mais com alívio nas tensões sobre o acordo comercial entre chineses e norte-americanos. O presidente Donald Trump afirmou que, se o país e a China estiverem perto de um acordo comercial em 1º de março, quando termina a trégua tarifária acordada por ele e pelo líder chinês, Xi Jinping, poderia estender o prazo para continuar as negociações. Se isso não ocorrer, as tarifas americanas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses serão elevadas a 25% a partir da data.

mockup