Expovest espera 30 mil visitantes
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segunda-feira, 01 de agosto de 2005
Vera Barão<br> Reportagem Local 
A expectativa dos organizadores da 19 Feira de Exposição do Vestuário (Expovest) de Cianorte, aberta oficialmente no domingo, é atrair 30 mil visitantes até o encerramento, na quinta-feira, quando haverá uma rodada de negócios. Estima-se uma comercialização em torno de R$ 20 milhões com a venda de cerca de 1,5 milhão de peças nesses quatro dias de feira. Realizada duas vezes por ano, na edição outono-inverno foram comercializadas um milhão de peças.
A Expovest está acontecendo em seis shoppings atacadistas e na Rua da Moda, que reúne centenas de lojas de roupas. Ao todo são mais de 400 grifes confeccionadas na região e que estão sendo apresentadas e prontas para entregas em vários pontos da cidade. A moda primavera-verão é o tema desta edição da Expovest.
O presidente da Expovest e responsável pelo setor de vestuário da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio, Wilson Peres Pedrão, que preside também a Associação das Indústrias de Confecção e Vestuário, informou que no primeiro dia de visitas, ontem, dezenas de ônibus de várias regiões chegaram à cidade. ''Para quinta-feira teremos uma rodada de negócios com grandes redes de lojistas de vários Estados do Brasil, que nunca participaram antes da feira'', informa.
''Este ano sentimos uma presença menor de lojistas do Mato Grosso que costumavam participar da feira. Por outro lado, estamos recebendo o dobro de empresários da região de Santa Catarina e Rio Grande do Sul'', diz.
Ao contrário das cidades que sofrem com o desemprego, o setor confeccionista de Cianorte gera 12 mil empregos diretos e de 18 mil a 20 indiretos. São mais de 350 indústrias formais de confecção até as empresas ''de quintal'', que operam com três a sete funcionários, em média. Boa parte das informais funciona como facção, produzindo roupas para grifes famosas. O setor industrial responde por 25% da economia da cidade e o de serviços, por 67%.
De acordo com Pedrão, o setor de serviços inclui muitas empresas subsidiárias da indústria de confecções, como lavanderias, tinturarias, bordadeiras, lojas, etc. A produção de roupas é responsável por metade da produção industrial. O próximo passo é exportar boa parte de sua produção. ''Já existe uma visão dos empresários para o mercado externo'', afirma Pedrão, acrescentando que hoje alguns setores exportam modestamente, mas a intenção é conquistar o mercado exterior no próximo ano.
O dono da grife Kara Pálida, José Roberto Tavares, que confecciona 20 mil peças/mês, de moda infantil e infanto juvenil, está otimista e espera bons negócios até quinta-feira. ''Estamos vendendo bem e este ano percebo que os clientes procuram qualidade'', diz Tavares, que trabalha com moda há 12 anos. De acordo com ele, o fato das vendas serem no atacado e pronta entrega, há novidades todos os dias. ''Nesse sistema, a gente tem modelos novos diariamente'', complementa Tavares.
Ele vende para diversos Estados do Brasil e nos próximos meses cederá sua marca (franquia gratuita) para um lojista de Londrina e outro de Balneário Camboriu (SC), que vai comprar e vender somente sua grife. Atualmente, ele tem a indústria e uma loja em Cianorte e uma em Maringá.


