Expositores fazem balanço positivo da ExpoLondrina
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de abril de 2016
Nelson Bortolin Reportagem Local 
Apesar do agravamento da crise econômica do País, representantes de concessionárias de automóveis, máquinas agrícolas e do Banco do Brasil fazem um balanço positivo dos negócios realizados durante a ExpoLondrina 2016, que se encerrou ontem no Parque Ney Braga. O público que foi à feira no domingo, no entanto, foi bem menor que o do ano passado.
"Nós estimamos que a movimentação tenha sido em torno de R$ 90 milhões", conta o superintende regional do Banco do Brasil, Pablo da Silva Ricoldy. De acordo com ele, em 2015, o banco realizou negócios na ordem de R$ 56 milhões. "No ano passado, aconteceu uma retração provavelmente porque houve uma grande compra de maquinário nos anos anteriores", avalia. Do total de financiamento feito pelo banco, 70% se referem a maquinário agrícola.
O superintende afirma que, apesar de terem subido desde o ano passado, os juros oferecidos ao produtor rural são ainda muito bons. Antes, as taxas iam de 2% a 5% ao ano e agora estão entre 5% e 8,75%. "Nós tínhamos uma meta de bater a movimentação do ano passado. E fomos muito além disso", declara. O balanço oficial do evento só será divulgado em dez dias.
"Não posso reclamar da feira. Pretendíamos crescer 5% e, com certeza, crescemos mais", afirma Wilson Naldi, diretor Comercial da Tork Kuhn. A empresa que, entre outros equipamentos, produz e comercializa pulverizadores, participa da ExpoLondrina há 40 anos. "Poderia ter sido melhor, mas foi muito bom, fizemos muitos negócios", declara ele sem revelar números.
A Concessionária Fiat Marajó vendeu 60 carros durante a feira. Segundo Cláudio Roberto Felismino, gerente comercial da Fiat Marajó, o crescimento é de 50% em relação ao ano passado. "O lançamento do Toro foi um sucesso na feira", conta. Foram vendidos 42 desses veículos que custam a partir de R$ 72.900 para o produtor rural. No total, a empresa estima ter faturado cerca de R$ 3,5 milhões.
Fábio Sitta, gerente comercial da Ford Tropical, diz que a concessionária superou em 10% a meta de venda. "A feira foi boa, gerou bons resultados", declara. Segundo ele, o fato de a Ford ter aumentado a garantia da caminhonete Ranger por cinco anos e permitido a venda do veículo em parcelas semestrais ajudou a alavancar os negócios. "O produtor rural paga com as safras", conta
Na Metronorte Chevrolet, a avaliação da feira também foi bem positiva. "Diminuiu o fluxo de gente no estande. Mas o público foi mais seletivo. Vieram mesmo para comprar", declara o operador Vilson Basseto. De acordo com ele, muitas compradores esperam a realização a ExpoLondrina para comprarem seus veículos devido aos descontos. "Esse ano trouxemos a S10 Advanced, completíssima, por R$ 69.990 para produtor rural."
Os descontos, segundo ele, chegavam a 25%. "Vendemos 145 carros, sendo 70% deles, caminhonetes", declara. Os números, conforme afirma Basseto, são equivalentes aos do ano passado. "Mas o tíquete médio foi maior, subiu de R$ 45 mil para R$ 60 mil", diz ele. O faturamento chegou a R$ 9 milhões.


