Josoé de CarvalhoBalançoLuiz Roberto Neme: Dos onze dias de feira, quatro foram fracos por causa das chuvas A diretoria da Sociedade Rural do Paraná (SRP) debitou às chuvas o fraco movimento de público registrado na 38ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. ‘‘Dos onze dias de exposição, quatro tiveram baixo movimento por causa da chuva’’, comentou o presidente da SRP, Luiz Roberto Neme, ontem durante entrevista. A expectativa da SRP era de um milhão de pessoas. Mas o público total foi de 768 mil (256,1 mil pagantes) contra os 902 mil no ano passado.
Quanto às áreas industrial, comercial e de alimentos, a diretoria da Rural divulgou balanço parcial: R$ 18,3 milhões. O presidente da SRP observa que considerando os negócios com espaços, vendas de argola e merchandising, que somaram R$ 3,2 milhões, o valor total chegue a R$ 24,7 milhões. Segundo Neme, este valor deve crescer porque muitos negócios que se iniciaram durante a feira ainda não foram concluídos. ‘‘A projeção é de que sejam concretizados ainda vário negócios, em valores calculados entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões’’, comentou.
Neme prefere não trabalhar com a hipótese de prejuízos. ‘‘Não acredito em prejuízos, mas talvez não tenhamos sobras no final’’, analisou. A Rural investiu R$ 3 milhões no evento.
Leilões Já os leilões de animais apresentaram um crescimento de quase 50% no volume comercializado em relação ao ano passado. É o que informa a Rural. Os 27 leilões (24 de bovinos, um de equinos, um de ovinos e um de suínos) movimentaram R$ 3,2 milhões com a venda de 5.183 animais. O diretor de Atividades Pecuárias, Eduardo Fabretti Santos, diz que a procura por genética é muito grande, o que deu liquidez para os leilões.
A diretoria da Rural foi questionada em relação aos preços dos ingressos e estacionamento, que foram alvo de muitas reclamações, tanto pelos visitantes, quanto alguns expositores, que atribuíram a este fator o baixo movimento. O presidente da Rural disse que o preço (R$ 5,00) não era caro, uma vez que dava acesso ao parque e aos shows. ‘‘Qualquer show no Moringão não custa menos de R$ 10,00’’, comparou. Neme disse que a diretoria vai estudar alternativas para o próximo ano. ‘‘Poderemos reduzir os preços na entrada e cobrar o ingresso aos shows separadamente’’, comentou.
Neme disse ainda que a diretoria da Rural não pretende mudar o perfil da exposição, transformando-a um evento essencialmente técnico e dinâmico. ‘‘A população de Londrina passa o ano esperando pela festa. E a exposição não é apenas uma festa, ela já tem caráter técnico. Este ano tivemos 50 eventos técnicos, entre palestras, mostras, seminários’’, afirmou. O presidente da Rural disse que a parte técnica deve crescer no ano que vem ocupando todo o Campo Permanente de Tecnologia.

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