A greve dos fiscais agropecuários, que hoje completa 15 dias, já trouxe prejuízos de cerca de US$ 52,5 milhões às empresas exportadoras de frango do Paraná. Para tentar sanar esses custos e viabilizar as exportações, a Associação dos Abatedouros e Produtores Avícolas do Paraná, Sindicato das Indústrias Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) e o Sindicato da Indústria da Carne do Paraná (Sindicarne) devem impetrar nova ação judicial ainda nesta semana.
Na ação, as entidades irão pedir que os certificados sanitários possam ser assinados por médicos veterinários, sem que sejam emitidos propriamente pelos fiscais. Segundo o presidente da Avipar, Alfredo Kaefer, todas as empresas voltadas à exportação estão sofrendo problemas, principalmente depois que parte dos 30% dos fiscais que retornaram ao trabalho por determinação judicial está deixando de encaminhar o certificado sanitário em conjunto com as cargas.
''Com isso os contêineres paranaenses pagam multa e taxa de permanência nos portos ao desembarcar. O segmento vinha quebrando todos os recordes, e alcançando novos mercados, posição ameaçada pela greve atual, que se continuar, pode arranhar a imagem das carnes brasileiras no exterior'', prevê Kaefer. Já o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, a greve está paralisando toda a cadeia produtiva, prejudicando a geração de divisas ao País, assim como empresas e os próprios trabalhadores.
''Pior que o prejuízo material, é aquele que recai sobre a imagem do exportador brasileiro, que está sendo visto com desconfiança pelo mercado internacional por não conseguir cumprir os prazos de entrega das mercadorias já vendidas'', afirma Martins.

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