Muitas empresas brasileiras podem estar deixando de exportar seus produtos por não conhecer os detalhes deste tipo de operação. Para esclarecer empresários e profissionais da área, a Prefeitura de Londrina e as entidades que formam o grupo Caminho do Exportador realizaram ontem, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), um encontro sobre Aspectos Contábeis e Benefícios Fiscais da Exportação.
De acordo com o advogado e palestrante Marcos Marques Diniz, a legislação brasileira traz uma série de benefícios fiscais para quem exportar, mas nem sempre os empresários estão sabendo disso. Ele elenca uma série de benefícios ao exportador que vão desde os créditos presumidos para compensação com tributos federais até a não incidência de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto de Produtos Industrializados (IPI) e ainda a exclusão da base de cálculo do PIS e Cofins. ''Com a alta carga tributária brasileira, é interessante exportar mesmo o dólar estando no patamar que está'', afirma o advogado, acrescentando que a exportação configura uma saída para o empresário. ''Sem contar que aumenta a receita, a geração de empregos e a riqueza do município'', lembra.
Além dessas isenções, o exportador conta ainda com outro benefício a operação ''drawback'', que consiste em importar matéria-prima do exterior suspensa de tributação para o produto ser industrizalizado no Brasil e ser exportado. ''É um tipo de operação comum, mas não se vê com frequência por uma série de documentos contábeis que se fazem necessário'', comenta Diniz.
Além de uma gama de sites sobre exportação, a empresa interessada em exportar deve ter, segundo Diniz, profissionais de comércio exterior, de contabilidade e advogado tributarista que possam auxiliá-las neste novo mercado.
Para o representante da Caixa Econômica Federal no grupo Caminho do Exportador, Antonio Carlos Baraldi, hoje a empresa que exporta dificilmente tem altos e baixos. ''Um exemplo é quem confecciona biquínis. A diferença das estações entre o Brasil e os demais países permite que quem trabalha neste ramo tenha vendas boas o ano todo'', compara Baraldi, acrescentando que, exportando, a empresa não vai ficar refém apenas de um mercado. ''É um jeito de diluir os riscos''.
Outro benefício, salienta ele, é que a empresa que exporta ganha economia de escala ao abrir o seu mercado para o exterior, ela produz mais com a mesma estrutura. ''Ela passa a ter um aproveitamento da sua estrutura ociosa'', complementa Baraldi. Ele cita outro ponto favorável: a questão da qualidade. ''O produto da empresa exportadora tem um ganho de qualidade, assim como as embalagens e designer. Esse conjunto funciona como uma mola impulsionadora do crescimento da empresa'', enfantiza.

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