Exportadores festejam alta do dólar para R$ 3
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de agosto de 2003
Agência Folha 
São Paulo - Os exportadores brasileiros festejam a volta do dólar à casa de R$ 3,00 no início de agosto. ''Sempre defendemos que a cotação ideal para a balança comercial era a moeda entre R$ 3,00 e R$ 3,20'', afirma o diretor da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro.
O otimismo do setor já supera até o do governo. A associação está revisando sua projeção para o superávit comercial deste ano.
''Posso adiantar que nossa nova projeção para o superávit vai ficar acima de US$ 19 bilhões.''
Ou seja, essa cifra é menor que a esperada pelo governo (US$ 17,5 bilhões).
No entanto, Castro afirma que o setor está preocupado com a greve na Receita Federal, o que tem contribuindo para uma redução dos embarques de mercadorias para o exterior.
''Na próxima terça-feira, a greve será total e por tempo indeterminado.''
O retorno da moeda americana ao patamar de R$ 3,00 também vai inibir cada vez mais as importações, segundo o diretor da AEB.
''Como o país não cresce, a única alternativa das empresas é vender seus produtos no exterior. Com o dólar mais alto e sem perspectiva de melhora do mercado interno, a tendência é o aumento das exportações'', afirma Castro.
Ele ressalva, porém, que o desaquecimento da economia mundial limita o desempenho brasileiro no comércio exterior. Na sua avaliação, as razões para a nova desvalorização do real também são preocupantes.
Soja - Setores do agronegócio, principalmente a indústria moageira de soja, estão na expectativa do reflexo do câmbio no mercado do produto. Isto ainda não aconteceu. Na sexta-feira, quando se esperava reação, a commodity manteve os mesmos preços do início da semana. Se o câmbio estabilizar em torno de R$ 3,00/US$ 1,00 pode haver uma reação na próxima semana.


