Exportadores defendem agilidade na dragagem
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sexta-feira, 14 de março de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os exportadores defendem que a dragagem no Porto de Paranaguá aconteça dentro das condições mais práticas, eficientes e urgentes possíveis. O diretor geral da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes, disse que não importa se o trabalho será feito por empresa estatal. ''O que os exportadores querem é que essa dragagem saia o mais rápido possível'', afirmou.
Ele acredita que o preço oferecido pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) pode ter sido um entrave para a realização da licitação. ''Se nenhuma empresa aceitou (fazer o serviço) é porque o preço não era remunerador'', destacou. A administração do porto ofereceu R$ 108 milhões para a realização da dragagem do Canal da Galheta. ''A nossa preocupação não é criar polêmica sobre o assunto mas, mostrar um aconselhamento totalmente técnico'', disse.
Ontem, o governador Roberto Requião (PMDB) anunciou que o governo vai usar a Mineropar para criar a empresa que fará a dragagem do canal da Galheta. Enquanto isso, o superintendente da Appa, Eduardo Requião, ainda tinha a intenção de conversar com as empresas que compraram o edital de licitação.
Mendes destacou que o Brasil tem US$ 17 bilhões para exportar do complexo soja neste ano, o que envolve grão, farelo e óleo de soja. ''O Porto de Paranaguá é o que mais exporta o complexo soja, por isso, é importantíssimo para o escoamento da produção'', enfatizou.


