Brasília - As empresas que exportam soja para a China vão arcar com os prejuízos provocados pela recusa em receber nas últimas semanas navios carregados de grãos misturados com sementes tratadas com fungicidas. Nem o governo brasileiro nem o chinês vão interferir nas relações entre vendedores e compradores da soja. ''Todos os empresários sabem que o dono da carga é responsável pelo ônus do contrato e pela carga que está num navio'', advertiu ontem o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Maçao Tadano, que está em Pequim para tratar do fim do embargo.
O secretário enfatizou que o governo da China vai definir regras para amostragem e inspeção nos carregamentos de soja brasileira que foram enviados ao país. Para o secretário, a definição da metodologia chinesa não vai atrapalhar o descarregamento das cargas brasileiras nos portos chineses. Cerca de 20 navios estão em trânsito para o mercado chinês.
Tadano acrescentou que não há dúvida de que os chineses aceitaram a regra brasileira, que estabelece tolerância de uma semente tratada com fungicida por quilo de soja. Os chineses, afirmou o secretário, não devem adotar a tolerância zero em carregamentos de soja a partir de agora. Só para as cargas que zarparam dos portos brasileiros antes do dia 11 de junho.

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