O governo adotará nos próximos dias medidas para permitir a entrada de bancos pequenos e médios no mercado de câmbio comercial e baratear o custo dos recursos emprestados aos exportadores, como adiantamento de contrato de câmbio, informou o presidente do Banco Central, Gustavo Franco, a executivos financeiros presentes na Reunião Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial.
A entrada dos bancos pequenos e médios no mercado pode provocar uma pequena redução na taxa de câmbio comercial. A principal medida é a criação de uma ‘‘câmara de compensação’’ de câmbio, ‘‘clearing’’ no jargão dos técnicos, que permitirá aos bancos pequenos entrar no mercado de câmbio comercial, hoje concentrado em poucas grandes instituições financeiras. ‘‘O governo tem simpatia, a medida já está quase pronta e faltam só alguns acertos para resolver o problema de bancos pequenos’’, comentou Gustavo Franco, com o conselheiro da Bolsa de Valores de São Paulo, Robert John van Dijk, e o presidente da corretora Magliano, Raymundo Magliano Filho.
Por falta de uma câmara de compensação, os negócios com o câmbio comercial são feitos entre os bancos, nas chamadas operações interbancárias. Somente bancos grandes enfrentam em grande escala o risco de negociar com câmbio e os pequenos e médios bancos interessados em atuar nesse mercado enfrentam custos proibitivos. ‘‘Quatro ou cinco bancos dominam quase 90% do mercado, e só com a entrada de novos participantes, os custos devem cair e aumentar a transparência dessas transações’’, defende Magliano.

mockup