Exportações serão afetadas
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de setembro de 2001
Ana Paula Grabois (BR) Agência Folha 
O vice-presidente da AEB (Associação dos Exportadores Brasileiros), José Augusto de Castro, prevê impacto imediato em alguns setores exportadores do país como reflexo econômico dos atentados ocorridos na terça-feira passada nos EUA. ''Os EUA são o maior comprador de sete dos 12 principais produtos que exportamos'', diz Castro. O Brasil exporta, diariamente, entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões para os EUA.
Os setores nos quais os EUA é o principal importador, que portanto sofrerão efeitos mais imediatos, são os de calçados, aviões, celulares, motores para veículos, automóveis e autopeças.
Mas a posição dos Estados Unidos com relação à commodities agrícolas tende a repercutir diretamente no mercado brasileiro de um dos nossos principais produtos de exportação, a soja. O aumento do dólar - sempre positivo para quem exporta - corre o risco de ser neutralizado por pedidos de descontos por parte dos importadores.
A indústria exportadora de calçados brasileira deverá ser a mais afetada, segundo Castro. Cerca de 78% das exportações do setor vão para o mercado norte-americano. Além disso, o segundo maior importador de calçados brasileiros é a Argentina, que se encontra em crise econômica. ''O calçado não é artigo de primeira necessidade e o consumo nos Estados Unidos'', disse.


