Exportações podem crescer com pequenos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de agosto de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro As ações para aumentar as vendas externas terão de incluir um ambicioso projeto para as pequenas empresas para obter algum sucesso. O alerta, dirigido principalmente aos candidatos às eleições de outubro, é feito por especialistas da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), que consideram ineficazes as medidas adotadas até agora para o setor.
Segundo o coordenador da área técnica da AEB, Jovelino de Gomes Pires, os pequenos negócios terão de ampliar a sua participação nas exportações do País dos atuais 6% a 8% para 25%. Na Alemanha, segundo ele, esse porcentual chega a 60%. ''Esse aumento será fundamental para que o comércio exterior seja um dos pilares do desenvolvimento'', afirma.
Pires lança hoje, em parceria com a economista Mônica Marinho, o livro ''Comércio Exterior Teoria e Prática no Brasil'', que destaca a distância entre as intenções manifestas e as ações no setor no País.
Para o autor, que atua na área há 40 anos, as diferenças entre as propostas e as iniciativas governamentais permanecem preocupantes e ''nunca deixaram de existir''. Pires observa que a política de comércio exterior no País inexiste e o setor ainda ''vive de suspiros, de medidas anunciadas que não têm continuidade''.
Segundo Pires, a ''ânsia de arrecadação'' faz com que 34% de tudo o que é produzido no País seja transformado em tributo. ''Este ano 36% do PIB deverão ser de impostos do setor produtivo'', destaca. Ele considera essa fatia porcentual ''avassaladora para um país em desenvolvimento'' já que, informa Pires, hoje há 144 tributos e taxas incidentes sobre o setor produtivo.


