Curitiba - As exportações do Paraná cresceram 21,07% no ano passado, enquanto que a média nacional foi de apenas 5,69%. Com isso o Estado aumentou a participação no bolo das exportações do Brasil de 7,97% em 2000 para 9,13% em 2001, e se firmou entre as quatro maiores forças exportadoras, junto com São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
As vendas externas paranaenses subiram de US$ 4,392 bilhões para US$ 5,317 bilhões. O principal produto comercializado continua sendo a soja em grão, com 14,20% de participação no total. Foram exportadas 4,1 milhões de toneladas em 2001, cujo valor atingiu US$ 755 milhões, 18% a mais do que os US$ 637 milhões do ano anterior.
No ranking dos produtos exportados aparecem em seguida o farelo de soja (12,6% do total comercializado), automóveis a gasolina (12%), milho (6,8%), frango (3,4%), óleo de soja (3,1%), veículos a diesel (2,9%) e açúcar (2,8%). Os países que mais compram do Paraná são Estados Unidos (17%), França (7,2%), Argentina (6,7%), Holanda (5,5%) e Alemanha (5,3%).
Entre as regiões que mais exportaram em 2001, o Sul ficou em segundo lugar, com US$ 14,96 bilhões, atrás do Sudeste (US$ 31,50 bilhões). O desempenho do Paraná foi melhor do que o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que cresceram 9,8% e 11,7%, respectivamente.
‘‘O complexo soja e o de carnes contribuíram, mas o milho incrementou a balança, já que desde 1997 a gente não exportava nada e em 2001 foi o quarto mais exportado’’, afirmou o analista técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti. A comercialização de 4 milhões de toneladas gerou US$ 361 milhões para o Estado. ‘‘Os Estados Unidos, começaram a fabricar milho transgênico, que não agradou e conquistamos mercado’’, disse.
Juntos, o frango congelado e o frango em partes, tiveram alta de 53% no volume exportado entre 2000 e 2001. ‘‘Por causa dos problemas da vaca louca e da aftosa na Europa aumentou o consumo de carnes brancas’’, avaliou Mafioletti. Para ele, os atentados terroristas de 11 de setembro e a iminência de uma guerra no Oriente Médio também colaboraram para o bom resultado das exportações. ‘‘Houve preocupação em manter estoques’’, salientou.
As cooperativas paranaenses se beneficiaram do bom ano agrícola e cresceram 14% em 2001, disse Mafioletti, com receita bruta de R$ 6,63 bilhões. ‘‘Cinquenta por cento do PIB (Produto Interno Bruto) agrícola do Estado vem das cooperativas’’, completou.

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