Exportações para China e Japão cresceram 227%
Curitiba - O Brasil começa a avançar também sobre o mercado asiático, tradicionalmente ocupado pelos Estados Unidos. Conforme levantamento feito pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep), as exportações brasileiras para a China e Japão passaram de 1,5 milhão de toneladas em 1999 para 5,1 milhões de toneladas no ano passado, o que corresponde a um crescimento de 227%. Com esse aumento, o Brasil já está destinando 17% de suas exportações para a Ásia.
Enquanto isso, as exportações norte-americanas do complexo soja para a Ásia caíram de 13 milhões de toneladas em 1999 para 12 milhões de toneladas em 2002, uma queda de 3%. Para a União Européia, as exportações norte-americanas do complexo soja permanecem estáveis em torno de 6 milhões de toneladas.
Apesar da conquista do atraente mercado asiático, o Brasil não descuidou da manutenção das exportações para a Europa, que se mantém em torno de 65%. Também para a Europa houve avanço nas exportações. Elas saltaram de 14,5 milhões de toneladas em 1999 para 19,5 milhões de toneladas em 2002, um crescimento de 35%. No total, as exportações brasileiras do complexo soja passaram de 20,8 milhões de toneladas em 1999 para 30,4 milhões de toneladas, assinalando uma evolução de 47%.
A demanda européia por farelo de soja aumentou nos anos recentes em razão de ocorrência da epidemia da ''vaca louca'', com a proibição do uso da ração animal à base de farinhas de carne e osso na composição da ração para todos os tipos de animais, o que gerou aumento da demanda por farelo de soja.
Para se ter uma idéia da perda de mercado dos Estados Unidos para os países sul-americanos, 45% das importações de produtos do complexo soja da União Européia são oriundos do Brasil. A UE importa 26% da Argentina e em torno de 16% dos Estados Unidos. A Argentina concorre com o Brasil nas exportações para a Europa, mas o crescimento do mercado externo daquele país é mais lento. Passou de 10 milhões de toneladas em 1999 para 11 milhões de toneladas em 2002.





