Londres As exportações brasileiras para a China, que registraram um aumento de 89% nos primeiros nove meses deste ano em relação ao mesmo período de 2002, devem continuar se ampliando, segundo o presidente da Agência de Promoção de Exportações (Apex), Juan Quirós. Ele disse ontem que a visita do ministro do Desenvolvimento, Comércio e Indústria, Luiz Fernando Furlan, à China, nesta semana, foi ''muito positiva e abriu perspectivas para entrada de produtos de valor agregado naquele enorme mercado potencial''.
Atualmente, a soja e o minério de ferro compõem boa parte das exportações brasileiras para a China, que somaram de janeiro a setembro passados US$ 3,2 bilhões. Quirós afirmou que o bom desempenho da balança comercial brasileira deverá ser mantido em 2004. ''No início deste ano, o ministro Furlan estabeleceu uma meta de 10% para o crescimento das exportações, e isso foi superado com folga'', disse. ''Não há motivos para pensar que essa tendência não irá continuar.''
Durante a viagem, Furlan e Quirós fecharam um acordo com a consultoria Sino Trust, que realizará nos próximos 120 dias uma pesquisa para a viabilidade das exportações de 18 produtos brasileiros para o mercado chinês, entre eles, calçados, cosméticos, alimentos e equipamentos médico-hospitalares. ''Será um profundo trabalho de inteligência comercial, que nos dará um leque de informações e estratégias para a colocação de produtos brasileiros de valor agregado na China'', disse.
Além disso, a Apex fechou um acordo com a Câmara da Indústria e Comércio de Changai para a realização de uma feira de produtos nacionais com três dias de duração, que deverá ocorrer até março de 2004. Quirós também se reuniu com representantes de uma das maiores redes de supermercados da China, Bailin, que conta com cerca de 15.000 lojas distribuídas pelo país. Segundo ele, serão realizados nos próximos meses novos contatos com o grupo Bailin, inclusive com a participação de empresários brasileiros.
Quirós destacou que a política agressiva adotada pelo Brasil para buscar ampliar seus mercados externos já está começando a surtir resultados. ''O comércio é uma guerra e a informação sobre nossos produtos é precisar correr o mundo'', disse. ''Não basta apenas exportar, é preciso consolidar a venda e a imagem do produto.'' Desde o início do ano, ele já chefiou quarenta missões comerciais do País no exterior, sempre acompanhado de cerca de trinta empresários.

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