Nova York O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, está prevendo um crescimento das exportações para China de 20% em 2004 em relação aos níveis já recordes registrados neste ano, quando os embarques de produtos brasileiros para a China deverão ultrapassar US$ 6 bilhões. A China tornou-se neste ano o segundo maior mercado para as exportações brasileiras, logo atrás dos Estados Unidos.
''Obviamente, não vamos crescer 90% a 100% como vimos neste ano, mas certamente as exportações para a China vão crescer 20% em 2004'', disse Furlan, após participar de uma reunião preparatória para o Brazil Day, dia de eventos sobre o Brasil na Bolsa de Valores de Nova York programado para 17 de novembro. O ministro disse que, por enquanto, as exportações para a China são de produtos básicos (soja, farelo de soja, minério de ferro, aço etc.), mas a expectativa é de que no próximo ano o Brasil esteja exportando produtos com maior valor agregado.
Furlan disse que está esperando a conclusão de uma consultoria chinesa contratada pelo governo brasileiro para realizar um levantamento de áreas e produtos que o Brasil poderá aproveitar para exportar mais para a China. Um dos itens citados por Furlan como de potencial para exportar mais para a China seria o de móveis. O ministro prevê que as exportações brasileiras como um todo deverão aumentar 10% em 2004, atingindo um patamar de US$ 80 bilhões.
O setor de agribusiness deverá representar metade do crescimento das exportações no ano que vem, segundo o ministro. ''Tendo uma safra normal, a expectativa é de que o agronegócio responda por metade do crescimento esperado das exportações brasileiras no ano que vem - o complexo soja poderá contribuir entre US$ 2 bilhões a US$ 2,5 bilhões, por exemplo'', disse Furlan.
Ele está confiante que os produtos industrializados também vão registrar maiores volumes de exportações. ''Especialmente em razão dos esforços que estamos fazendo em terceiros mercados, como a China, a Rússia e o Oriente Médio'', acrescentou.
Ele se mostrou bastante otimista com a Semana Brasileira no Oriente Médio, eventos previstos para a primeira semana de dezembro que contarão com a presença do presidente Lula e que poderão resultar em abertura de mercado para exportações, além de novos investimentos de países árabes em setores da economia brasileira, como o de turismo. ''Os árabes não são tão bem-vindos hoje nos Estados Unidos e em outros países, o que nos dá condições de pleitear a vinda deles para o Brasil'', observou.
Quanto aos Estados Unidos, Furlan disse que as exportação brasileiras estão crescendo numa velocidade menor do que para outros países, mas acredita que uma maior recuperação da economia norte-americana em 2004 deverá ajudar na demanda para as exportações brasileiras.

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