Exportações mantém ritmo de crescimento
O ritmo de crescimento das exportações da indústria brasileira vem se mantendo contínuo nos últimos anos e deve permanecer em alta em 2001. O relatório da competitividade industrial relativa ao biênio 1998/99, divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que a participação média das exportações na Receita Operacional Líquida (ROL) era de 7,3% em 1995, subiu para 10,8% em 1998, 12,1% em 1999 e deverá ficar na casa dos 13% em 2000 e 2001. O aumento não reflete apenas a desvalorização cambial de 1999, pois desde 1995 a participação cresceu 65%.
Os dados do relatório, feito também pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), registram que nos últimos dois anos houve melhoria em diversos indicadores de qualidade e produtividade. A indústria brasileira está se aperfeiçoando cada vez mais, avaliou o presidente da CNI, deputado Carlos Eduardo Moreira Ferreira (PFL-SP).
O levantamento mostrou que os recursos próprios foram usados por 90% das indústrias em investimentos na área de infra-estrutura, em 80% na área de tecnologia, em 66% na de meio ambiente e em 60% nos investimentos em design. Segundo o presidente da CNI, a principal causa do uso dos recursos próprios é a dificuldade de obtenção de financiamento dos bancos públicos e privados e das agências de fomento.
A pesquisa abrangeu 1.158 empresas de 16 Estados. Desse total, 64% são microempresas; 18,5% são pequenas; 9,3% são médias; e 8,2% são grandes. O universo pesquisado apresenta faturamento anual de R$ 30 bilhões e possui 230.000 empregados. O peso dos salários, encargos e benefícios no custo total das empresas, por outro lado, caiu em relação ao triênio 1995/1997.





