Exportações exigem produtos rastreados
Curitiba - A rastreabilidade de alimentos começou a ser debatida no final da década de 90. A formação de blocos econômicos, o desenvolvimento de estudos sobre a saúde pública, o controle regional de algumas doenças geraram o aumento das exigências dos consumidores sobre as informações dos produtos que compram. Com isso, por motivos econômicos, sanitários e políticos, os produtores, países e organizações desenvolveram e praticam os processos de rastreamento para oferecer as informações exigidas e assegurar as suas participações nos mercados interno e externo.
O economista do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado do Paraná (Sindicarne-PR), Gustavo Fanaya, disse que a rastreabilidade começou a ser discutida há cerca de 15 anos com o aparecimento da doença da vaca louca.
Segundo ele, para garantir à União Européia que a rastreabilidade é séria, o governo federal criou o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov). Atendendo à pressão das empresas certificadoras, o Ministério da Agricultura determinou que todos os bois exportados sejam rastreados, destacou.
Ele acredita, que no futuro, deve haver exigência de rastreabilidade para os suínos. Na Europa, isso já acontece. Fanaya explica que para outros produtos, como a soja, por exemplo, é exigido outro tipo de sistema, a certificação. (A.B.)





