Brasília- A balança comercial fechou maio com um superávit recorde de US$ 3,1 bilhões. As exportações atingiram o valor histórico de US$ 7,9 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 4,8 bilhões.
''Ultrapassar os US$ 3 bilhões no mês é uma marca histórica'', comemorou ontem o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. Com o resultado, o superávit acumulado no ano subiu para US$ 11,2 bilhões, um resultado 39,7% superior aos US$ 8 bilhões obtidos no mesmo período de 2003.
Furlan mostrou-se bastante satisfeito com os diversos recordes. ''As exportações e importações cresceram praticamente o mesmo, o que nos coloca numa situação saudável de aumento da corrente de comércio'', avaliou.
As vendas de produtos brasileiros no exterior aumentaram 24,6% em maio, ante o registrado no mesmo período do ano passado. As importações, por sua vez, cresceram 25,1% no período. A soma de exportações e importações - a chamada corrente de comércio - atingiu o valor de US$ 12,7 bilhões, o segundo melhor resultado mensal já apurado.
Ao longo de maio, as empresas brasileiras conseguiram ampliar o leque de mercados compradores. As vendas para o Oriente Médio, por exemplo, cresceram 50,3%, enquanto as exportações para a África aumentaram 28,4%. Furlan atribuiu parte dessa maior diversificação de mercados ao trabalho que têm sido desenvolvido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de suas viagens internacionais. ''Temos ido aonde há espaço para crescermos'', salientou Furlan.
Além dessa maior diversificação de mercados, Furlan comemorou a melhora do perfil da pauta de exportações. ''O maior crescimento de vendas se deu exatamente nos produtos de maior valor agregado'', disse.
A venda de aviões cresceu 96,3% e de automóveis, 23,8%. A venda de aços laminados planos, um produto mais refinado da indústria siderúrgica, registrou alta de 58,4%. Ao todo, a venda de produtos manufaturados teve um aumento de 27,4% em maio.
Nos primeiros cinco meses do ano, as exportações somaram US$ 33,9 bilhões e as importações, US$ 22,7 bilhões. O resultado das exportações e o saldo acumulado foram novos recordes históricos registrados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento.
Na contabilidade entre junho de 2003 e o mês passado, outros recordes foram batidos. ''Pela primeira vez na história alcançamos a marca de US$ 130 bilhões na corrente de comércio'', comentou Furlan.
Mesmo com todos esses recordes, o ministro disse que o governo mantém sua estimativa de fechar o ano com um volume total de exportações na casa de US$ 83 bilhões. Outro dado importante é o saldo da balança nos 12 meses entre junho de 2003 e maio passado, que alcançou o volume recorde de US$ 28 bilhões, 45% a mais que os US$ 19,2 bilhões verificados entre junho de 2003 e maio de 2003.

mockup