Brasília - As exportações do agronegócio atingiram US$ 33,8 bilhões no primeiro semestre do ano, um aumento de 16,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas em junho, as exportações somaram US$ 6,5 bilhões, um recorde para o período, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
As importações do agronegócio também cresceram de janeiro a junho deste ano, favorecidas pelo câmbio e pela expansão do consumo interno. No período, somaram US$ 5,6 bilhões, o que representa um aumento de 42,7% em relação ao primeiro semestre do ano passado.
O saldo comercial do agronegócio (diferença entre exportações e importações) também cresceu, atingindo US$ 28,2 bilhões no semestre. Esse valor é suficiente para compensar o déficit de US$ 16,8 bilhões dos outros setores da economia e garantir que a balança comercial brasileira não entre no vermelho.
O principal produto exportado, o complexo da soja, teve um pequeno aumento de 4,3% na quantidade exportada. Mas a alta de preços garantiu um crescimento de 67,5% no valor das vendas para o exterior, que somaram no acumulado do semestre US$ 9 bilhões.
A alta nos preços de insumos agrícolas e rações animais puxou o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas) do agronegócio nos primeiros quatro meses de 2008.
Segundo dados da CNA, o PIB do setor teve um crescimento de 3,83% no primeiro quadrimestre. Os insumos tiveram uma expansão de 7,7% no período.
O aumento dos preços reais dos fertilizantes ultrapassou 53% e os preços das rações duplicaram no quadrimestre, chegando a uma taxa de 17,2% somente no mês
de abril.
A entidade diz que, embora o ritmo de crescimento do agronegócio esteja mais acelerado em abril deste ano na comparação com o mesmo mês de 2007 (0,98% de expansão no mês, ante 0,54%), ''a renda do produtor continua apertada'' por causa do aumento de custos.
Segundo a CNA, a rentabilidade para a próxima safra, que deve ser recorde, será ainda pior para o produtor devido a essa questão de preços.
O PIB dos produtos básicos da agropecuária cresceu 1,53% no mês, acumulando expansão de 5,94% no quadrimestre.
O crescimento da agricultura apresentou desaceleração em abril em relação aos resultados de março, registrando 1,82% frente aos 2,20% de março. No acumulado do ano, as lavouras já somam expansão de 7,26%.
O segmento primário da pecuária apresentou taxa de expansão de 1,15% em abril. Os aumentos dos preços do boi gordo, do leite e dos suínos foram os principais responsáveis pelo crescimento acumulado no ano de 4,24% do segmento.
Na agroindústria, o setor de óleos vegetais segue liderando, com taxa positiva de 3,75% no mês e de 12,94% no acumulado do quadrimestre.

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