Exportações do PR tiveram queda de 11,04% em abril
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sexta-feira, 14 de maio de 2004
Equipe da Folha 
Curitiba - As vendas do Paraná para o exterior apresentaram em abril uma queda de 11,04% em relação ao mesmo período de 2003. O volume exportado foi de US$ 584 milhões contra US$ 657 milhões no mesmo mês do ano passado. Em relação ao resultado de março, houve retração de 26,72%. Os números são da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
A diminuição no volume exportado de soja foi o que puxou para baixo o resultado da balança comercial do Estado em abril. No mês passado, o Paraná embarcou 71,3% a menos ante a igual período do ano passado. Os negócios caíram de US$ 238 milhões para US$ 68 milhões.
A queda nas vendas de soja está relacionada ao adiamento nas vendas das cooperativas por problemas no escoamento da safra, como a paralisação do Porto de Paranaguá e a greve de auditores e fiscais da Receita Federal. Pela mesma razão, houve queda de 34,4% nas vendas de óleo de soja (de US$ 37,3 milhões para US$ 24,5 milhões) e redução de 37,25% no comércio de automóveis (de US$ 191,3 milhões para US$ 120 milhões).
No acumulado de doze meses (maio/2003-abril/2004), as exportações paranaenses somaram US$ 7,5 bilhões, alta de 17,26%. Com esse resultado, o superávit no período chega a US$ 4 bilhões, 26,24% superior ao resultado alcançado no período anterior, quando o saldo foi de US$ 3,2 bilhões.
No entanto, as exportações paranaenses cresceram 20% no primeiro quadrimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2003. As vendas externas somaram US$ 2,41 bilhões, contra US$ 2 bilhões no ano passado. O superávit comercial do Estado no período é de US$ 1,34 bilhão. ''O resultado da balança comercial mostra a força do Paraná, que se mantém, por dois meses consecutivos, como o segundo Estado a contribuir para o bom desempenho do superávit do Brasil'', informa o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures.
Os produtos mais vendidos no quadrimestre foram farelo de soja, com US$ 260 milhões, e o milho, com US$ 218 milhões. Frango, colheitadeiras, veículos utilitários a diesel e fertilizantes também, apresentaram crescimentos significativos.


