Curitiba - As exportações do Paraná para os países do Mercosul, nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, cresceram 20% em relação ao mesmo período de 2004, atingindo US$ 112 milhões. A expectativa da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul para este ano é manter o crescimento das vendas internacionais, mas em ritmo bem menor ao registrado no ano passado, quando o aumento em relação a 2003 foi de 91%. A projeção para 2005 é de um crescimento médio de 12%.
O coordenador de Assuntos Internacionais e do Mercosul, Santiago Gallo, disse que a grande preocupação é a de reduzir o déficit comercial com os países do Mercado Comum do Sul, principalmente, com a Argentina, que responde por 8% dos 10% exportados pelo Paraná ao bloco.
Segundo Gallo, o Paraná foi responsável por cerca de 20% do déficit brasileiro (US$ 1,2 bilhão) com a Argentina, em 2004. A intenção, agora, é de incrementar em média em 30% as importações paranaenses do Mercosul. Entre janeiro e fevereiro, o Paraná importou US$ 77 milhões do bloco, o que já representou um crescimento de 35%. Mas, mesmo assim, a balança comercial ainda foi positiva para o Paraná, que ficou com um superávit de US$ 35 milhões.
A estratégia para viabilizar as parcerias, informou Gallo, será a de trazer missões comerciais para o Paraná. Em abril, por exemplo, representantes de 21 empresas argentinas estarão em Curitiba para negociar com empresários paranaenses. Umas das empresas, disse Gallo, deverá visitar Londrina.
Gallo lembrou que a Argentina foi um dos países que mais contribuíram com o crescimento das exportações do Paraná, em 2004, com aumentos, por exemplo, de 1.000% nas compras de produtos semifaturados. Motores e veículos a diesel também tiveram crescimentos expressivos: 600% e 200%, respectivamente. O mercado argentino foi o terceiro maior comprador de produtos paranaenses.
Nos dois primeiros meses deste ano, depois da Argentina, que comprou US$ 81 milhões, o melhor resultado nas relações comercias do Paraná com os países do Mercosul foi com o Chile. As vendas foram de US$ 26 milhões, o que representou uma alta de 42%. O Paraguai comprou US$ 18 milhões e o Uruguai US$ 13 milhões.

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